Dia louco em Zurique: dois recordes mundiais nas barreiras e Karalis a uma fasquia histórica

Numa jornada que teve ainda recorde nacional dos 400 metros barreiras para Fatoumata Diallo

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Alison dos Santos bateu recorde mundial
Alison dos Santos bateu recorde mundial • Foto: Jean-Christophe Bott / AP
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O Meeting de Zurique rendeu esta quinta-feira dois novos recordes mundiais nas barreiras, com o brasileiro Alison dos Santos a quebrar o máximo histórico dos 400m e Masai Russell a bater o dos 100. Isto numa jornada da Diamond League que já tinha tido um motivo de realce também nesta especialidade, no caso para Portugal, com o máximo nacional de Fatoumata Diallo nos 400 metros.

Colega de treino da portuguesa nos Estados Unidos, Alison dos Santos conseguiu um dos maiores feitos da história do desporto brasileiro, ao quebrar o máximo mundial dos 400 metros barreiras de Karsten Warholm. Até hoje com 46.29 segundos de recorde pessoal, o atleta canarinho cravou o cronómetro nos 45.80, para tirar 14 centésimos à anterior marca, que vinha de 2021 (Warholm, 45.94).

Depois, nos 100 metros barreiras, Masai Russell finalmente conseguiu aquilo que há muito prometia, ao vencer a sua prova em 12.09 segundos. A norte-americana tirou 3 centésimos ao anterior máximo mundial (12.12, de Tobi Amusan, de 2022) e tornou-se na primeira mulher da história a correr abaixo dos 12.10.

Também histórico foi o salto com vara. Mondo Duplantis venceu, como habitual, ao bater o recorde do meeting a 6.25 metros, mas atrás dele voltou a ter um Emmanouil Karalis a grande nível. O grego bateu o recorde nacional ao saltar a 6.20 metros e cimentou o seu segundo lugar na tabela dos melhores de sempre. Melhor só mesmo Duplantis, com os 6.31 metros de recorde mundial - falhou as três tentativas com a fasquia em 6.32.

Sem recorde, mas com mais uma atuação para a história, Audrey Werro venceu os 800 metros femininos e tornou-se na primeira mulher de sempre a correr abaixo dos 1.54 em três ocasiões - na verdade já era a primeira a fazê-lo em duas. Venceu em 1:53.70 minutos, um novo recorde pessoal, numa prova na qual Femke Broeders-Bol baixou pela primeira vez dos 1:55 (1:54.71 - foi 2.ª). A holandesa passa a ser a 9.ª melhor de sempre. No ano de estreia na distância!

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