EDP Meia Maratona de Lisboa apresentada de olho em novos recordes

Há um bónus para máximos mundiais. Rhonex Kipruto é a grande estrela

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Foi esta sexta-feira apresentada a 32.ª edição da EDP Meia Maratona de Lisboa, uma prova que, uma vez mais, aponta à obtenção de marcas de topo mundial. Há até um bónus para novos recordes mundiais (de 50 mil euros): as marcas a bater são os 57.31, de Jacob Kiplimo em 2021, e ainda os 1:02.52, de Letesenbet Gidey, em 2021. Para tal, o Maratona Clube de Portugal garantiu uma forte elite, tanto nos homens como nas mulheres, com Rhonex Kipruto e Girmawit Gebrzihair a serem as figuras de cartaz.

Grande nome à partida no pelotão masculino, Rhonex Kipruto chega a Lisboa como o terceiro mais rápido de sempre na distância (57.49) e não teve receios em apontar a um tempo bastante rápido, pese embora os recentes meses complicados que viveu, com uma lesão e ausência de provas desde setembro. "Quero bater o meu recorde pessoal e ficar perto do mundial", apontou o queniano de 23 anos, que no seu currículo tem um recorde mundial, mas nos 10 quilómetros.

No pelotão feminino a grande figura é a etíope Girmawit Gebrzihair, mas foi a queniana Margaret Kipkemboi (65.26) a tomar a palavra. Segunda mais rápida do pelotão de elite da EDP Meia Maratona de Lisboa, a queniana mostrou-se ambiciosa na obtenção também de um novo recorde pessoal. "É a minha terceira meia maratona e espero bater o meu recorde pessoal. Disseram-me que é o percurso é rápido. O tempo estará bom, por isso o objetivo é correr abaixo do recorde pessoal."

Além de Kipkemboi, na conferência de imprensa falou também a veteraníssima norte-americana Sara Hall, de 39 anos. Segunda mais rápida de sempre nos Estados Unidos na meia maratona, Hall vem de um período sem provas, devido a uma lesão sofrida após os Mundiais do ano passado, mas diz-se pronta para voar... e até para também bater a sua melhor marca (67.15). "É sempre difícil, mas vou tentar um novo recorde pessoal. Correr abaixo disso seria fantástico. Mas ficarei feliz se fizer uma prova forte. Tenho a Maratona de Boston dentro de algumas semanas, por isso estou a preparar-me para isso. O timing é bom para nós, pois a seguir vamos para a Etiópia fazer um período de treino. Ouvi imensas coisas fantásticas sobre esta cidade e sobre a prova, por ser muito rápida".

Em representação da elite portuguesa, Dulce Félix (recordista nacional, com 68.33) assumiu que participar na 'meia' lisboeta é sempre algo especial. "É um orgulho fazer parte desta meia maratona. É uma prova que significa muito para mim, porque foi aqui que bati o recorde nacional. Vai ser sempre especial até que alguém o bata. Vou dar o meu melhor, não prometo grandes marcas. Espero que as minhas colegas também o façam e que se divertam."

Para lá da componente competitiva, Carlos Moia enalteceu a missão social do Maratona Clube de Portugal e fez um apelo aos portugueses para que deixem o sofá e, cada vez mais, façam desporto. "A grande componente é a da saúde. Portugal, como sabemos, somos o pior país da Europa na prática desportiva. Temos apenas 18% que fazem atividade física... Em 3 crianças, 1 sofre obesidade... O nosso esforço é inclusão e, acima de tudo, saúde. Será cada vez mais esse o nosso foco. Apelo aos portugueses para virem correr, virem caminhar. Estejam presentes nestas provas, de norte a sul do país. No plano desportivo temos excelentes atletas. Pode muito bem recorde. O tempo vai estar bom. O recorde é difícil de bater, mas esperamos que possa ser possível. Fechámos em 30 mil atletas, está há mais de 15 dias esgotado. É bom, porque representa que a prova é muito conhecida. É uma das melhores provas do Mundo. Faz parte das Super Halfs. Tudo está reunido e preparado para que a nossa «meia' seja exemplo para Portugal e para a Europa. Espero que seja um grande momento. É o único dia em que a ponte fecha. Mantém-se a tradição e apelo que as pessoas que venham, é uma prova muito especial. Podem vir brincar, aí partem no fim. É um ícone da cidade, para o turismo e para Portugal", apontou o presidente do MCP.

A edição deste ano da EDP Meia Maratona de Lisboa será também uma das que apresenta mais nacionalidades representadas no pelotão de elite, com pelo menos 14 países diferentes presentes, desde os habituais Quénia e Etiópia, passando por países como Nova Zelândia, África do Sul, Inglaterra, Alemanha, Burundi, Estados Unidos ou Ucrânia.

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