Foi vicecampeão olímpico em Londres e agora quer vender medalha de prata para sobreviver
Nijel Amos vive momento dramático depois de ter sido suspenso por doping
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Terceiro homem mais rápido da história nos 800 metros - apenas atrás de David Rudisha e Wilson Kipketer e igualado com Sebastian Coe -, Nijel Amos vive por estes dias momentos dramáticos. Na semana passada viu confirmada uma suspensão de três anos pelo consumo de uma substância dopante, apesar de sempre ter defendido que estava inocente. E agora, em conferência de imprensa, anunciou a decisão de vender a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Londres'2012 para poder sustentar a sua família nesta fase complicada.
"Tem sido um processo financeiramente muito dispendioso. Nesta altura, o meu único investimento ou 'pensão' é a minha famosa medalha de prata dos Jogos de Londres. Estou em contacto com diversos investidores e analistas financeiros, de forma a perceber de que forma posso sustentar-me a mim e à minha família", declarou o atleta, de 29 anos.
"Estive com uma equipa que quer comprar a minha medalha por 4,5 milhões de pulas do botswana (310 mil euros), mas creio que o valor pode subir aos 7,5 (500 mil euros) com o lançamento do meu documentário na Netflix. É extremamente complicado um atleta sobreviver no Botswana, pois não recebemos qualquer pensão ou apoio", lamentou.
Na mesma conferência de imprensa, Amos assegura que apenas aceitou a punição por parte das entidades internacionais por não ter forma de continuar a defender-se e que a sua admissão de culpa foi simplesmente para reduzir a pena de quatro para três anos. "Não tenho quaisquer planos para me retirar. Ainda estou em boa forma e espero voltar nos Mundiais de 2025. Sei que nem todos ficarão felizes, mas a maior parte dos meus colegas abordaram-me para dizer que estão a meu lado e que esperam o meu regresso. Não o farei para ser o melhor do mundo, mas apenas para limpar o meu nome".