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Cidade escocesa sucede a Lagoa como organizadores do evento
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A cidade escocesa de Glasgow foi escolhida como anfitriã dos Campeonatos da Europa de atletismo de corta-mato de 2027, que em 2025 decorreu em Lagoa, no Algarve, anunciou, esta sexta-feira, a European Athletics, em Birmingham, em Inglaterra.
Esta será a quarta vez que a Grã-Bretanha recebe os Europeus de corta-mato, após as edições realizadas em Alnwick, em Inglaterra, em 1994 e 1995, e Edimburgo, na Escócia, em 2003.
Glasgow também recebeu os Mundiais de corta-mato de 1978, no Parque Bellahouston, onde as lendas Grete Waitz e John Treacy conquistaram os respetivos títulos na categoria sénior. Quase 50 anos depois, o mesmo local vai receber os Europeus de 2027.
Nas cinco décadas seguintes, Glasgow esteve no centro das atenções do mundo do atletismo, tendo acolhido as edições de 1990 e 2019 dos Europeus de pista coberta, os Jogos da Commonwealth de 2014 e o Mundial de pista coberta de 2024.
"Estamos muito satisfeitos por atribuir os Campeonatos da Europa de corta-mato de 2027 a Glasgow, na Grã-Bretanha, a nação mais bem-sucedida na história do evento", afirmou o presidente da Federação Europeia de Atletismo, Dobromir Karamarinov.
O responsável referiu que "a Grã-Bretanha, e a Escócia em particular, tem uma história rica nas corridas de longa distância e de corta-mato, e é inegável que possui um historial impecável na organização de grandes campeonatos de atletismo de nível mundial".
"Estes dois fatores, por si só, fazem de Glasgow a cidade anfitriã ideal para o nosso principal evento de corta-mato em dezembro do próximo ano", acrescentou Dobromir Karamarinov.
O diretor executivo da European Athletics, Christian Milz, considerou que "existe um entusiasmo genuíno pelo corta-mato na Grã-Bretanha", capaz de mobilizar muito público, pelo que estão reunidos "todos os ingredientes para mais uma edição excecional" do Europeu da categoria no próximo ano".
Na última edição dos Europeus, em Lagoa, no Algarve, a italiana Nadia Battocletti manteve o seu título, enquanto o espanhol Thierry Ndikumwenayo surpreendeu o campeão do mundo dos 10.000 metros, o francês Jimmy Gressier, na prova masculina. A Espanha liderou o quadro de medalhas.
Depois de Oeiras, em 1997, Albufeira, em 2010, e Lisboa, em 2019, Portugal voltou a ser palco da discussão dos títulos continentais de crosse, cinco vezes conquistados por atletas lusos: Paulo Guerra venceu em quatro ocasiões e Jéssica Augusto, a única a vencer em casa, foi campeã uma vez.
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