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Título mundial alimenta o sonho olímpico do atleta português
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Isaac Nader recebeu esta quinta-feira a medalha de campeão do mundo dos 1.500 metros em Tóquio'2025, um título que alimenta o sonho do português, que recebeu o 'metal' das mãos do bicampeão olímpico Sebastian Coe.
"É um nome muito importante do atletismo mundial, é o presidente da World Athletics, um nome muito forte do meio-fundo internacional, por isso, posso dizer que foi especial por ter recebido dele a medalha", reconheceu o português, em declarações à Lusa, após a cerimónia.
Menos de 24 horas depois de vencer espetacularmente a final dos 1.500 metros dos Mundiais, o algarvio, de 26 anos, foi consagrado nas imediações do Estádio Nacional do Japão, onde voltou a ecoar o hino nacional numa edição dos campeonatos, três anos depois da última.
"É um sonho de criança, tentei conter-me, porque não queria chorar. Não se explica, é um sonho. A medalha permite ouvir o hino, porque nós só ouvimos quando ganhamos, não é como no futebol em que se ouve no início", admitiu.
Isaac Nader arrebatou a 24.ª medalha para Portugal em Mundiais de atletismo, conquistando a oitava de ouro, depois de uma corrida em que esteve sempre na luta, apesar de só ter chegado ao primeiro lugar sobre a meta, depois de ter seguido durante a última das três voltas e meia no sétimo lugar e enfrentado a derradeira reta no quinto.
No entanto, o feito alcançado na quarta-feira, na pista japonesa, não altera em nada o sonho olímpico do meio-fundista do Benfica, medalha de bronze nos Europeus em pista curta, em Apeldoorn2025, em março.
"A vontade é exatamente a mesma, ser campeão olímpico é o meu maior sonho. Pode acontecer ou não, mas tudo farei para o conseguir concretizar", reconheceu, já na zona mista da 'medal plaza'.
Sem "dormir um minuto sequer", Isaac Nader agradeceu "todas as muitas mensagens que recebeu", de quem o apoia, reconhecendo que as que mais o sensibilizaram foram as dos amigos e familiares.
Já com a medalha personalizada, depois de ter recebido uma logo após a vitória, conquistada ao cabo de 3.34,10 minutos, batendo sobre a linha, por dois centésimos, o britânico Jake Wightman, campeão do mundo em Oregon2022, e o queniano Reynold Cheruiyot, terceiro com 3.34,25, o português partilhou os seus objetivos imediatos.
"Vou ter um período curto de férias, duas semanas sem nada. Tenho de voltar ao zero para carregar baterias, para carregar a mente e, depois, voltar ao treino", sublinhou, admitindo voltar a competir em dezembro, nas provas de estrada do final do ano ou, eventualmente, nos Europeus de corta-mato, que Lagoa vai acolher.
Este descanso vai chegar depois de uma época 'dourada', com o título mundial em Tóquio2025, o recorde nacional (3.29,37 minutos), superando o registo do histórico e seu antigo treinador Rui Silva, sendo o primeiro depois do seu antecessor a conquistar uma medalha em corridas de pista, o quinto de sempre, além de Domingos Castro, Fernanda Ribeiro e Carla Sacramento.
Isaac Nader inscreveu o seu nome ao historial luso de campeões do mundo, juntando-se a Rosa Mota (maratona de Roma1987), Fernanda Ribeiro (10.000 metros em Gotemburgo1995), Manuela Machado (maratona em Gotemburgo1995), Carla Sacramento (1.500 metros em Atenas1997), Nelson Évora (triplo em Osaka2007), Inês Henriques (50 km marcha em Londres2017) e Pedro Pablo Pichardo (triplo em Oregon2022).
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