Jones “apanhada” 7 anos após o marido
O marido de Marion Jones, o lançador CJ Hunter, e aquele que seria a seguir o seu companheiro (e de quem, em 2003 teve um filho), o velocista Tim Montgomery, já haviam sido apanhados nas malhas do doping.
O primeiro, na época candidato à medalha de ouro olímpica no peso, teve um controlo positivo já em Sydney, poucos dias antes do início dos Jogos Olímpicos. O segundo, que chegou a ser recordista mundial de 100 metros (recorde que lhe foi posteriormente retirado), esteve implicado (como ela) no caso dos Laboratórios Balco, que a ambos forneceu produtos dopantes.
Marion Jones era, pois, uma atleta fortemente suspeita mas na única ocasião em que teve um teste positivo (em 2006), a contra-análise revelou-se negativa. No entanto, a atleta viu ser-lhe negada a participação nos principais meetings europeus e acabou por não voltar a competir. A sua última prova foi em finais de Julho, em Londres. Em Fevereiro deste ano, voltou a casar-se e com outro atleta, o ex-velocista Obadele Thompson, medalha de bronze olímpica nos 100 m, igualmente em Sydney’2000.
Tendo sempre negado a utilização de doping, Marion Jones acabou agora por confessar, perante um juiz, que desde 2003 sabia que utilizara produtos proibidos entre 1999 e 2001, fornecidos pelo seu treinador, Trevor Graham, implicado em vários casos de doping, o último dos quais com Justin Gatlin, campeão olímpico em Atenas’2004, campeão mundial em Helsínquia’2005 e ex-recordista mundial de 100 metros. Marion Jones confessou igualmente ter mentido a propósito de um caso de cheques roubados pelo seu ex-companheiro Tim Montgomery, entretanto preso.
Agora, resta-lhe lamentar-se e pedir perdão. “É com grande sentimento de vergonha que me coloco perante vós [cidadãos norte-americanos] e reconheço que traí a vossa confiança. Quero que saibam que fui desonesta”, disse.