Jorge Vieira: «Seria um desrespeito pelos atletas dizer que não vão lutar por medalhas»

Presidente da FPA projeta Rio'2016

• Foto: Fernando Ferreira

O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Jorge Vieira, assumiu esta sexta-feira a ambição de os atletas portugueses chegarem às medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, considerando que dizer o contrário "seria desrespeito pelos atletas". "Pensamos nas medalhas. Dizer o contrário, para a modalidade atletismo seria cair no pensamento do intelectual francês Anatole France, que dizia que a humildade é a vaidade dos palermas", afirmou Jorge Vieira na Batalha, na apresentação dos campeonatos nacionais de marcha de estrada.

"Não podemos cair nisso. Com o historial do atletismo e com os atletas que temos, seria um desrespeito pelos atletas dizer que não vão lutar por medalhas", acrescentou.

O presidente da FPA identificou "pelo menos um atleta, para não dizer dois", que na marcha podem ter hipótese de subir ao pódio no Rio de Janeiro: "Vão lutar por medalhas, porque já estiveram nos pódios em competições internacionais. João Vieira e Ana Cabecinha são atletas que, pela cabeça dos quais, deve passar o pensamento das medalhas."

Também no triplo salto, Nélson Évora é uma aposta forte de Portugal, disse Jorge Vieira. "Qual fénix renascida, apareceu de novo ao alto nível. É um exemplo extraordinário. Torceu, e até partiu várias vezes, mas curou-se e voltou mais forte. Em bom estado de saúde, compete ao mais alto nível, é um competidor por excelência, independentemente da cara e do nome dos que estão a competir", sublinhou o presidente da federação.

Também na maratona feminina Portugal tem pergaminhos e Jorge Vieira acredita que "tudo poderá acontecer": "Temos atletas excelentes, como a Sara Moreira, que teve uma estreia extraordinária na maratona em Nova Iorque e já tem mais duas maratonas feitas ao mais alto nível. Jéssica [Augusto] vai lutar pela qualificação em abril... Temos pelo menos cinco atletas a lutar pelos três lugares [que Portugal pode levar ao Rio de Janeiro]. É difícil para nós, mas extraordinário e muito bom para a modalidade. É com essa competitividade que estes atletas crescem."

Apesar das perspetivas positivas, o presidente da FPA lembra que as expetativas devem ser encaradas com realismo:  "Ninguém pode prometer a conquista de medalhas, porque há milhares de atletas em todo o mundo a trabalhar para esse objetivo."

Por Lusa
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