Maratona reuniu com Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa e Iron Brothers: «Incidente que nunca devia ter acontecido»

Organizador da Meia-Maratona de Lisboa pede desculpa pela proibição de cadeiras de rodas na prova e garante que vai trabalhar para que "tal não volte a suceder em edições futuras"

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• Foto: nstagram/'Iron Brothers Triathlon'
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O Maratona Clube Portugal (MCP) pediu desculpa pelos "incidentes" que fizeram com que atletas em cadeira de rodas não pudessem participar na Meia-Maratona de Lisboa, disputada ontem de manhã, e reuniu esta tarde com a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa (APCL) e a Iron Brothers – Irmandade de Ferro para "garantir que tal não volta a suceder em edições futuras".

Em comunicado, o organizador da corrida frisou que "as limitações se deveram apenas a questões de segurança decorrentes da especificidade do tabuleiro da ponte 25 de Abril, da salvaguarda da integridade física de todos os participantes, tendo sido recordado o histórico de acidentes que originaram a tomada de posição já mencionada". Ao mesmo tempo, o Maratona Clube Portugal manifestou "abertura para trabalhar em conjunto com estas instituições, para que na próxima edição se encontre uma fórmula que, garantindo a segurança, a prova possa contar com a sua participação."

A reunião entre as partes veio na sequência das queixas da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, que viu os seus associados serem impedidos de participar no evento, o que provocou desagrado entre os atletas em causa. No Instagram, a página 'Iron Brothers Triathlon' falou ontem numa "violação gritante do princípio da igualdade". "É uma discriminação vergonhosa de pessoas com deficiência, quando andaram a publicitar a prova como inclusiva", podia ler-se.

Leia o comunicado na íntegra:

 

"Em face dos incidentes ocorridos ontem com alguns participantes em cadeiras de rodas e que são do conhecimento público, os responsáveis do Maratona Clube de Portugal, da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa e da Iron Brothers – Irmandade de Ferro, estiveram, esta tarde, reunidos para debater o incidente e garantir que tal não volta a suceder em edições futuras.

 

Por parte do Maratona Clube de Portugal foi explicado que as limitações se deveram apenas a questões de segurança decorrentes da especificidade do tabuleiro da ponte 25 de Abril, da salvaguarda da integridade física de todos os participantes, tendo sido recordado o histórico de acidentes que originaram a tomada de posição já mencionada. Foi, no entanto, manifestando, abertura, para trabalhar em conjunto com estas instituições, para que na próxima edição, se encontre uma fórmula que, garantindo a segurança, a prova possa contar com a sua participação.

 

O Maratona Clube de Portugal lamentou o sucedido, pediu, na pessoa da Diretora Geral da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, Ivone Silva, desculpas pelo incidente em que se viram envolvidos alguns jovens da Associação, recordando igualmente que o Maratona Clube de Portugal foi pioneiro na inclusão de atletas com descapacidade em todas as suas provas.

 

Em todas as 32 edições da Meia Maratona de Lisboa houve sempre aspetos a melhorar, ninguém é infalível. Infelizmente, problemas de comunicação, alguma falta de sensibilidade dos responsáveis no terreno e as questões de segurança, já mencionadas, contribuíram para um incidente que nunca devia ter acontecido.

 

A prova sairá reforçada do contributo e do trabalho conjunto que o Maratona Clube de Portugal irá encetar com estas Associações e que envolverá as restantes autoridades que participam na organização da prova."

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