Maratonistas suspensos por meio ano devido a troca de dorsais em prova de elite

Iván Zarco foi mesmo aos Jogos Olímpicos graças a esse registo

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Camilo à esquerda; Zarco à direita: as diferenças são claras
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Os maratonistas espanhol Camilo Santiago e hondurenho Iván Zarco foram esta sexta-feira suspensos por seis meses pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), na sequência da polémica situação que se viram envolvidos na Maratona de Dresden de 2021, com a troca de dorsais para competir na prova. Com isso, mercê da marca que obteve (2:17.46), Camilo Santiago fixou um novo recorde hondurenho e conseguiu uma marca de qualificação olímpica para os Jogos de Tóquio... que Iván Zarco utilizou meses depois no Japão.

Na altura, Zarco apresentou-se no dia de prova com uma dor que o impedia de correr e, por ter o espanhol naquela prova para ser sua lebre, sugeriu-lhe que fizesse a prova com o seu dorsal. Santiago aceitou e correu efetivamente a tal marca, que não só na altura fixou um novo recorde nacional hondurenho, mas também, mais importante de tudo, valeu a Iván Zarco a ida aos Jogos Olímpicos, quando não tinha marca para tal. Agora, dois anos depois, surge a decisão da suspensão, que é válida de 9 de fevereiro até 8 de agosto deste ano.

Refira-se que Camilo Santiago foi inicialmente suspenso por dois anos pela Federação Espanhola de Atletismo, mas a sanção viria a ser anulada após recurso no Tribunal Administrativo del Deporte, por considerar que a Federação não podia julgar um facto ocorrido noutro país - no caso na Alemanha.

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