Mariana Machado surpreendida pelo sprint final de Del Buono: «Não estava a contar... Ela apareceu bastante forte»

Portuguesa terminou em segundo nos 10.000 metros dos Jogos do Mediterrâneo

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Mariana Machado ao cruzar a meta
Mariana Machado ao cruzar a meta • Foto: COP
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Mariana Machado estava preparada para derrotar a marroquina Kaoutar Farkoussi nos 10.000 metros de Taranto'2026, mas foi surpreendida pela atleta italiana Federica Del Buono, com a prata a ser um prémio para uma "época desafiante".

"Estava a contar que fosse disputar [a prova] com a marroquina e estava preparada para ganhar à marroquina. Não estava a contar com a italiana. Ela apareceu bastante forte, mas lá está: estava a correr em casa, com o apoio do público e, realmente, foi mais rápida do que eu na parte final. Está de parabéns, mas eu também estou muito orgulhosa do meu resultado", afirmou.

A lusa de 25 anos, que passou várias voltas na frente do grupo a ditar o ritmo, cumpriu a distância em 35.05,10 minutos, sendo segunda atrás de Del Buono, campeã em 35.02,28, com a marroquina Kaoutar Farkoussi a ser terceira, em 35.13,57. "Liderei a prova um tempo, mas ainda assim nunca foi um ritmo muito forte. A prova foi muito controlada, estávamos a marcar-nos muito umas às outras. As provas longas são assim, são muito táticas nos campeonatos, e nós temos de estar preparadas para isso. Eu estava a contar que tinha de dar tudo na minha parte final. A verdade é que não estava à espera da italiana", reiterou.

Quando Machado seguia destacada com Farkoussi, Del Buono arrancou de trás, superando a portuguesa para gáudio do público que quase lotou o Estádio Giuseppe Valente. "Foi uma época muito longa, uma época desafiante, uma época em que tive de ter algumas prioridades e, às vezes, tive de pôr em causa o desporto [para acabar o curso de Medicina]. Também tive alguns problemas de saúde e físicos, mas estou muito satisfeita porque não desisti", salientou.

Em declarações à Lusa, a olímpica nacional notou que continuou "sempre a trabalhar e a lutar". "Tenho de estar muito orgulhosa da minha resiliência, que foi isso que sem dúvida me fez chegar aqui. E também de estar rodeada de pessoas magníficas que nunca me deixaram desistir, num ano que realmente foi particularmente duro. E sou muito grata a essas pessoas, que eles sabem quem são, e esta medalha é muito deles", concluiu.

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