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“Estou no limite das minhas indecisões. muita gente com grande talento acaba por desistir”, desabafa Mariana
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Mariana Machado, de 19 anos, foi a grande sensação para do atletismo nacional nos Europeus de corta-mato disputados ontem em Lisboa. A atleta ainda júnior conquistou a medalha de bronze nos sub-20 femininos, sendo uma grande esperança quanto ao futuro do fundo e meio-fundo nacional, mas queixou-se da falta de apoios para as modalidades, ao contrário daquilo que se passa num país dominado pelo futebol.
"Qualquer medalha ao nível europeu é um grande incentivo e os portugueses não sabem o quanto é difícil chegar ao pódio numa prova como esta. Trabalhamos muito, muito mais do que os futebolistas, que são uns privilegiados. Temos de abdicar da vida pessoal, social e familiar para conseguir uma medalha. É um grande orgulho", considerou Mariana Machado, que chegou a liderar a corrida.
"A dada altura, fui para a frente com emoção, queria ouvir o público a chamar por mim, deixei-me levar pelo ambiente místico que estava a viver, depois as outras atacaram e comecei a ressentir-me das pernas, sendo que os últimos metros foram feitos mais com o coração", explicou a filha de Albertina Machado.
Apoios? Mariana pede mais: "Estou grata ao Sporting de Braga, mas sinto que os clubes poderiam apostar mais no atletismo. Não é fácil treinar, estudar Medicina num curso exigente, fazer fisioterapia, massagem... Estou no limite das minhas indecisões, pois ninguém vive do atletismo. Muita gente com grande talento acaba por desistir."
A mãe Albertina como modelo
Pese as adversidades de um país que não tem uma grande cultura desportiva, Mariana teve uma mãe à altura, pois a sua mãe, Albertina Machado, foi aos Jogos Olímpicos, mas os conselhos foram contraditórios: "Inicialmente, a minha mãe não queria que eu fosse atleta, alegando que seria grande sacrifício. Cheguei a querer ser uma top-model, mas depois um professor levou-me a uma prova e senti que era isto que eu queria. Adoro a adrelina da competição."
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