Hermano Ferreira longe dos mínimos olímpicos em Sevilha

Português foi 41.° na maratona andaluza, com 2:17 horas

O português Hermano Ferreira, do Casaense, foi este domingo 41.° colocado na Maratona de Sevilha, ao completar a prova andaluza em 2:17:25 horas, um registo a seis minutos da marca de apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio (fixado em 2:11:30).

Vindo de duas desistências nas últimas três participações na prova rainha (Sevilha e Valência, no ano passado) - completou pelo meio a do Porto - , o atleta luso passou à 'meia' em 1:06:56, acabando depois por perder bastante ritmo na segunda metade, especialmente após os 30 quilómetros, efetuando a segunda 'meia' em 1:10:31.

Com este resultado, Hermano Ferreira vê o sonho olímpico mais distante, ainda que tenha possibilidades de o conseguir até ao fecho da janela de apuramento - até 31 de maio. Caso não o consiga, e tendo em conta o panorama atual, Portugal corre o risco de falhar a maratona olímpica no masculino pela primeira vez desde 1968.

Jornada de recordes

E se a participação lusa acabou por ficar pautada por um resultado menos bom, a verdade é que a prova andaluza bateu todos os seus recordes na edição deste ano. Desde logo pelos quase 14 mil alinhados à partida, até aos mais de 10 mil que cruzaram a linha de meta. De recorde foram também os registos dos vencedores, com o etíope Mekuant Ayenew Gebre e a ugandesa Juliet Chekwel a pulverizarem os máximos históricos da prova.

O primeiro registou a melhor marca mundial do ano, com 2:04:46 horas, retirando quase dois minutos ao anterior recorde andaluz, fixado no ano passado por Tsedat Ayana (2:06.36). Um recorde que, refira-se, foi também batido pelos seguintes três atletas a cruzar a meta: Barnabas Kiptum (2:05:05), Regasa Bejiga (2:06:24) e Workneh Tesfa Tirune (2:06:27). De destacar ainda a marca do veterano brasileiro Paulo Paula, da equipa portuguesa Run Tejo, que com 2:10:07 garantiu marca de qualificação olímpica aos 40 anos. 

Quanto à prova feminina, Juliet Chekwel ganhou com 2:23:13, retirando mais de um minuto ao anterior recorde, fixado por Gutemi Shone (2:24:29) no ano passado. Curiosamente, tal como na prova masculina, também nas senhoras as três colocadas seguintes acabaram à frente do anterior recorde: Gada Bontu (2:23:39), Sifan Melaku (2:23:49) e Josephine Chekoy (2:24:14). 

Por Fábio Lima

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