Mundiais Pista Coberta: Estados Unidos arrecadaram metade dos títulos em jogo

Equipa da casa ficou com 13 ouros

• Foto: EPA

Os Estados Unidos obtiveram um êxito estrondoso nos Campeonatos do Mundo de atletismo em pista coberta que organizaram em Portland (Oregon), terminando a competição com vitórias em metade do total das finais disputadas.

Nunca tinha acontecido nada assim e o país anfitrião começou a ganhar, na sexta-feira com Jennifer Suhr na vara, e encerrou este domingo a ganhar, com a estafeta masculina de 4x400 metros, chegou às 13 medalhas de ouro, quebrando-se pela primeira vez a fasquia dos 10 títulos numa edição.

Os norte-americanos tiraram todo o partido da ausência da Rússia, suspensa internacionalmente por problemas de doping, e da presença de delegações muito reduzidas e sem primeiras linhas de vários países europeus e africanos, nomeadamente, que evitaram viajar nesta altura do ano olímpico para tão longe (costa Oeste da América do Norte).

Não foi só de ouro que se fez o incrível pecúlio dos norte-americanos, que com ouro e prata foram às 23 medalhas, um pouco menos de um terço de todas as que estavam em jogo, repartidas por todos os setores, incluindo o meio-fundo, em que se bateram com os favoritos etíopes e quenianos.

Ainda assim, a Etiópia fecha com uma dupla vitória na corrida mais longa, os 3.000 metros, através de Genzege Dibaba e Yomif Kejelcha, o que chegou para que o país do Corno de África terminasse em segundo no quadro de medalhas. Houve mais 11 países a chegar ao ouro, mas mais nenhum dobrou esse feito.

Eficiência máxima teve o Bahrein, que enviou uma atleta, Oluwakemi Adekoya, para se sagrar campeã dos 400 metros, e quase máxima teve a Venezuela, com dois atletas e o título de Yulimar Rojas.

A nível individual, brilharam os 6,02 metros do francês Renaud Lavillenie na vara masculina, sendo a feminina, ganha por Suhr, a que teve o melhor conjunto de resultados da história da especialidade, em indoor, com a vencedora a fazer 4,90 metros.

Ambas as marcas foram recordes dos campeonatos, não tendo sido obtidos recordes de nível mundial ou de competição nos quatro dias.

Portugal, 33.º no quadro de pontos, abaixo do que tem sido habitual, foi dos países que enviou uma delegação exígua, quatro atletas apenas, e ficou longe das ambições com que partia.

Nelson Évora, que se apresentava como campeão europeu indoor e medalhado de bronze no último Mundial ao ar livre, foi quarto no triplo salto, mas claramente fora do pódio, que lhe escapou por 20 centímetros.

Samuel Remédios, lesionado num joelho no segundo dia do heptatlo, fechou em nono, desta vez não 'ameaçando' o recorde nacional, como fez recentemente em Pombal.

Nos 60 metros, Carlos Nascimento não ficou longe de passar a primeira eliminatória e no salto com vara Marta Onofre ressentiu-se do facto de o concurso começar logo a 4,35 metros, uma fasquia que só esta época tem passado com regularidade, e foi eliminada sem qualquer salto válido.

Por Lusa
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