Nélson Évora e Pichardo reencontram-se em Paris

Ao fim de dois anos, português e cubano defrontam-se, hoje, na Liga Diamante

• Foto: Hugo Monteiro e Paulo Calado

Até há dois meses, um duelo entre Nelson Évora e Pedro Pablo Pichardo pouco diria aos portugueses. Mas, agora, esse confronto transformou-se em algo especial por se tratar de um despique entre um sportinguista e um benfiquista. Hoje, a partir das 19h38 em Portugal, Évora e Pichardo medem forças no meeting de Paris, a contar para a Liga Diamante.

É o reencontro nos grandes palcos ao fim de dois anos, quando ambos estiveram no Mundial em Pequim e foram ao pódio. Só que a vitória nesse dia, a 27 de agosto de 2015, foi para o norte-americano Christian Taylor com 18,21 metros. Pichardo ficou com a medalha de prata (17,73 metros) e Évora regressou com o bronze (17,52 metros), a sua melhor marca da temporada.

Évora e Pichardo vão defrontar-se numa altura em que estão à procura da melhor condição física. Há uma semana, o sportinguista não chegou a integrar a Seleção Nacional na Taça da Europa por equipas, na Finlândia, por lesão, e Pichardo poupou-se no Meeting do Benfica, a 17 de junho, apesar de ter feito 17,04 metros. Mesmo assim, o cubano passou a liderar o ranking português.

A expectativa é natural para o meeting de hoje e é bem possível que Pichardo possa melhorar o seu resultado. O benfiquista quer afirmar-se na alta roda depois de estar afastado quase dois anos e uma boa marca seria importante para juntar ao processo de naturalização como cidadão português.

Pichardo, que tem maravilhado os técnicos portugueses que acompanham os seus treinos no CAR Jamor, fará ainda o meeting de Lausana, dia 6. Oportunidades não faltam para o regresso à elite.

A subir

Em relação a Nelson Évora, a presença em Paris serve para avaliar a atual forma a pouco mais de um mês do Mundial em Londres (4 a 13 de agosto). Se estiver totalmente recuperado da lesão, o sportinguista pode fazer melhor que os 16,78 metros obtidos nos Campeonatos de Portugal em Vagos, a 10 de junho.

Évora adora estes ambientes cheios de adrenalina e a prova de Paris promete ser de sonho. Lá estarão Christian Taylor (EUA) com 18,11 m feitos este ano em Eugene – o 3º melhor salto de sempre da história – o seu compatriota Will Claye, que foi medalha de prata nos Jogos do Rio de Janeiro e bateu o recorde pessoal há poucos dias em Sacramento, com 17,91 m, e ainda Alexis Copello, do Azerbaijão, com o registo de 17,09 m.

Recorde mundial pode ser batido

As indicações são cada vez mais claras: o velhinho recorde mundial do britânico Jonathan Edwards (18,29 metros a 7 de agosto de 1995, em Gotemburgo) pode ter os dias contados. Christian Taylor tem dado passos importantes e está com grande consistência acima dos 18 metros. O nível do triplo salto tem subido imenso se Pichardo encontrar o ponto de equilíbrio na corrida e na harmonia do salto poderá ter também uma palavra a dizer. A mítica barreira dos 18 metros já não mete medo.

Usain Bolt tem  dores nas costas

O jamaicano Usain Bolt, recordista mundial dos 100 e 200 metros, sofreu uma mazela nas costas durante a corrida dos 100 metros que esta semana ganhou no meeting de Ostrava, na República Checa, com uns modestos 10,06 segundos. O atleta, que vai retirar-se das competições depois do Campeonato do Mundo de Londres, em agosto, vai visitar o médico alemão Hans-Wilhelm Mueller-Wohlfahrt, que o acompanha há muito tempo, e está confiante de que o problema vai resolver-se.

"Vou ver o meu médico e sei que ele vai resolver isto. Depois, tenho de treinar muito e ficar em forma", contou o detentor de 8 medalhas de ouro olímpicas. A última vez que recorreu a este especialista foi antes dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016. 

Mo Farah está preocupado com o Mundial

O britânico Mo Farah acredita que não vai ser fácil defender os títulos nos 5.000 e 10.000 metros no Campeonato do Mundo de Londres, em agosto, e está preocupado. O fundista, de 34 anos, venceu esta semana a prova dos 10.000 m no meeting de Ostrava, na República Checa, mas sente que terá de "trabalhar mais".

"Ainda não me encontro ao meu melhor nível, em Ostrava estava um pouco ‘enferrujado’. Mas acredito que tenho tempo para me pôr em forma antes do Mundial", contou o atleta detentor de quatro medalhas de ouro olímpicas e cinco vezes campeão mundial. Farah estará nos meetings de Londres e do Mónaco (da Liga Diamante), no próximo mês, e depois do Mundial pretende dedicar-se às maratonas. 

Por Norberto Santos
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