Nelson motivado para grandes voos

Antigo campeão olímpico e mundial ficou a treinar -se em Espanha e não fez nenhum estágio

• Foto: Pedro Catarino

Aproximam-se as grandes provas e Nelson Évora parece outro. "Está com fome de competição e ansioso pelo início dos campeonatos", comentou a Record um dos elementos da equipa técnica do antigo campeão olímpico e mundial, que desde o início da temporada passou a ser orientado pelo cubano Ivan Pedroso.

O português, recordista nacional do triplo com 17,73 metros, marca feita precisamente no Mundial em Osaka (2007), onde ganhou a medalha de ouro, está a ultimar os pormenores técnicos em Espanha, não tendo feito qualquer estágio nesta reta final de preparação para Londres.

"O Nelson está muito concentrado para voltar a fazer grandes voos", disse ao nosso jornal o mesmo elemento da equipa técnica do recordista nacional.

A opção por Espanha deveu-se ao facto de Nelson estar envolvido no grupo de trabalho de Pedroso e, desta maneira, o técnico cubano consegue dar atenção a todos os atletas, tendo a principal preocupação de fazer os ajustes técnicos necessários, desde a corrida de balanço e projeção do salto.

"Esta parte final da preparação tem corrido bem, o Nelson está mais solto e mais rápido", afiançou o mesmo elemento.

Nelson tem feito uma temporada regular e o ponto alto aconteceu em Belgrado, a 5 de março, quando foi campeão europeu em pista coberta com 17,20 metros, o seu melhor registo do ano.

Ao ar livre, falhou por pouco os 17 metros, tendo obtido 16,91 metros em Paris, a 1 de julho. A última prova foi pelo Sporting no Nacional da 1ª Divisão em Leiria. Ganhou com 16,61 metros, há oito dias.

Ganhar profundidade no último salto

Nestes últimos dias, Ivan Pedroso tem insistido com Nelson Évora num aspeto técnico que é muito importante: a profundidade do último salto. Ou seja, tudo está relacionado com a finalização. Como Nelson tem a técnica perfeita nos apoios, o saltador pode ganhar mais uns centímetros na parte final do salto. "A aterragem é mais na horizontal, o que facilita a queda e, ao mesmo tempo, não danifica tanto o corpo. Se um atleta subir muito fica mais afastado do centro da gravidade", referiu a Record um técnico português especialista no setor de saltos.

Por Norberto Santos
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