Novas provas de suborno na corrida do Qatar aos Mundiais de 2017

2,5 milhões de euros investidos em sociedade dirigida pelo filho do ex-presidente da IAAF

Lamine Diack foi presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo entre 1999 e 2015
• Foto: Reuters
O fundo de investimento qatari QSI investiu cerca de 2,5 milhões de euros numa sociedade de marketing desportivo dirigida pelo filho do ex-presidente da IAAF para conseguir os Mundiais de Atletismo de 2017, revelou esta sexta-feira o 'Le Monde'.

A notícia do diário francês, que versa Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack, presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo entre 1999 e 2015, é sustentada por documentos, nomeadamente os comprovativos de duas transferências no valor total próximo dos 2,5 milhões de euros.

Este montante foi transferido pela Oryx Qatar Sports Investments (QSI) para a sociedade Pamodzi Sports Consulting, dirigida por Papa Massata Diack, em duas tranches: a primeira a 13 de outubro, e a segunda a 07 de novembro de 2011.

Semanas antes, a 5 de setembro, a cidade de Doha anunciou a sua candidatura aos Mundiais de Atletismo de 2017. Quatro dias depois da segunda transferência, Londres, que tinha entrada na corrida depois da capital do Qatar, acabou por garantir a organização do evento.

Em 2013, o Qatar conseguiu obter a organização dos Mundiais de 2019, à frente de Eugene (Estados Unidos) e Barcelona, comprometendo-se a investir 32 milhões de euros em patrocínios e direitos televisivos.

Consultor da IAAF até 2014, Papa Massata Diack é suspeito de ser um dos elementos centrais do sistema de corrupção instalado no topo da Federação Internacional de atletismo para encobrir os casos de dopagem no atletismo russo em troca de dinheiro.

Em janeiro, a Interpol emitiu um mandado de captura para Papa Massata Diack. O senegalês é procurado em França "por suborno, lavagem de dinheiro e acusações de corrupção", num processo em que o pai, que saiu da presidência da IAAF antes de ser acusado pela justiça francesa, também está envolvido.

Contactados pelo 'Le Monde', tanto o ex-consultor da IAAF, como o QSI escusaram-se a comentar, precisa o jornal.
Por Lusa
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