Obikwelu, uma carreira "brilhante" e um início difícil: «Havia dias em que só comia um pão»

Ex-atleta esteve presente no Congresso "100 anos de atletismo" que decorre este fim-de-semana

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• Foto: Bruno Colaço/Arquivo
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Francis Obikwelu discursou este domingo no Congresso "100 anos de atletismo", evento que decorre durante este fim de semana na Faculdade de Motricidade Humana, em Oeiras, e avaliou a sua carreira de "brilhante graças ao povo português".

"Nunca desisti, trabalhei muito. Havia dias em que só comia um pão. Mas eu sabia que ia ser um grande atleta", disse o atleta, oficialmente já retirado das pistas, sublinhando que sempre acreditou no seu potencial e na sua capacidade de vingar ainda que os primeiros tempos tenham sido conturbados.

Obikwelu, que se naturalizou português em 2001, sente-se bastante acolhido por todos, ainda que não goste do 'peso da fama': "Cada vez que saio as pessoas cumprimentam-me, mas sempre disse que a fama era uma coisa chata. Não sou mais do que ninguém. Mas é espetacular estar aqui, é uma honra ser português, faço parte desta família", afirmou.

No seu discurso, o antigo atleta não esqueceu um momento vivido em 2019: sagrou-se campeão mundial de veteranos na Polónia. "Gosto de procurar objetivos e bater recordes. Quando fui para a Polónia, pensei 'vou treinar' e fui campeão. É uma atitude que pus na cabeça: 'sou o número um, sou o melhor'. Não foi um desafio, foi um objetivo’".

Atualmente, Obikwelu encontra-se a tirar formações de personal trainer e coaching e defende que os talentos para o atletismo andam por aí e têm de ser encontrados: "Devemos apostar mais nas escolas. Fazer trabalhos na rua, ir aos bairros sociais onde há muitos talentos", concluiu.

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