Pichardo confiante para os Mundiais de atletismo: «Foi em Doha que bati o recorde nacional»

Resultados mais recentes não causam preocupação

• Foto: Erik van Leeuwen / FPA Atletismo

Pedro Pablo Pichardo, o triplo saltador que há dois anos optou por ser português, é exceção na comitiva portuguesa nos Mundiais de atletismo, pois gosta do calor e da humidade extrema que se vai fazer sentir em Doha.

Aquele que já é o recordista nacional - destronando na lista Nelson Évora - diz que isso lhe lembra os tempos em que começou a treinar atletismo, em Santiago, Cuba.

"Isto é um clima idêntico, não me impressiona, estou habituado", garante o atleta nascido em Cuba, de 26 anos, mas já duas vezes vice-campeão mundial da especialidade.

O atleta do Benfica lembra os bons resultados que já conseguiu na capital do Qatar.

"A prova disso é que faço bons resultados em Doha, na Liga Diamante. Foi aqui que bati o recorde nacional (17,95 metros, em 2018)", explica Pichardo, que é um dos favoritos na prova, logo atrás dos norte-americanos Christian Taylor, Wil Claye e Omar Craddock.

Pichardo vai mais longe e garante que tem "pena que não existam mais 'meetings' com condições idênticas a estas".

Nem mesmo a sequência recente de resultados menos bons lhe limita o otimismo, já que explica o ciclo com uma opção técnica que "não correu bem".

"Em 2018, ensaiámos uma corrida nova, para tentar saltar mais longe. Mas vimos a meio da época que isso não estava a resultar e regressámos à corrida antiga", explica o atleta, que é treinado pelo pai, Jorge Pichardo.

Desta forma, o saltador português não está preocupado com o "resultado das provas mais recentes".

"Isso justificou-se por estar mais rápido e sem a corrida totalmente ajustada ao salto. São problemas técnicos que foram trabalhados. Agora, estou preparado para fazer o melhor possível", assegurou, acrescentando: "Apesar de não me apontarem como favorito, vou estar lá por uma medalha, outra vez. Tenho confiança no trabalho feito, não falta nada".

Na sexta-feira, Pichardo será o segundo português a entrar em ação (o primeiro é Nelson Évora), no grupo A da qualificação do triplo, em que é o último de 17 a saltar.

A qualificação começa às 19h25 locais (17h25 em Lisboa) e garante a passagem à final a quem passar dos 17,20 metros. Quem não conseguir essa marca, só segue em frente se ficar nos 12 melhores entre os 33 inscritos. A final é no domingo.

Por Lusa
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