Prescrição 'salva' Andrianova de perda de medalha

Tribunal Arbitral do Desporto dá razão à russa

• Foto: Getty Images

O Tribunal Arbitral do Desporto deu esta quinta-feira razão à atleta russa Tatyana Andrianova, que recorreu de um castigo de doping que suspendia por dois anos e anulava retroativamente os seus resultados feitos há uma década.

A decisão do TAS é fundamentada com a prescrição então vigente, de oito anos (e não dez, como agora), o que obriga a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) e a federação nacional russa (ARAF) a retirar a suspensão retroativa de dois anos, de 2005 a 2007, bem como a anulação dos resultados, com Andrianova a manter assim a medalha de bronze dos 800 metros do Mundial de 2005.

Tatiana Andrianova foi controlada justamente no Mundial de 2005, em Helsínquia, e a análise não detetou a presença de qualquer substância proibida, mas, volvida uma década, a 06 de agosto de 2015 (três dias antes de se cumprir o prazo de 10 anos), foi feita uma reanálise à amostra guardada no laboratório de Lausana, encontrando-se agora metabolitos de stanozol.

A ARAF considerou que havia uma violação das regras antidopagem e suspendeu a atleta por dois anos, até setembro de 2017, desclassificando retroativamente das provas realizadas entre 2005 e 2007, nomeadamente da final de 800 metros do Mundial, com a medalha de bronze a passar para a moçambicana Maria de Lurdes Mutola.

A atleta apelou para a arbitragem do TAS, contestando a decisão da ARAF, chegando-se à conclusão de que a legislação à data dos factos, ou seja em agosto de 2005, impedia que houvesse sanções para além do prazo de oito anos após a colheita.

A partir de janeiro de 2015, o prazo passou para 10 anos, mas não com eficácia retroativa, decidiu o TAS. Assim sendo, o processo aberto contra Andrionova não tinha suporte legal e o castigo tem de ser anulado.

Por Lusa
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