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Atleta do Sporting considera que o recente aumento de casos de doping é agravado por este facto
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Para lá de falar do futuro imediato, Rui Pinto abordou ainda a falada alteração das marcas de qualificação para os principais campeonatos, que prometem ser ainda mais exigentes, considerando que estas decisões não são positivas.
RECORD - Estás a lutar por uma qualificação olímpica em 2:08:10, mas pelo que se diz, a marca dos Mundiais será ainda mais difícil (2:06:30)...
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RUI PINTO - Tendo em conta a dificuldade, tento não cobrar-me em demasia. O que controlo é dar o melhor de mim, melhorar os meus recordes pessoais para estar nessas competições. Mas também temos de ser um pouco mais realistas e pragmáticos. A nível internacional não se devia espremer tanto as marcas, porque nos últimos anos temos sido abalroados com casos de doping. E as estatísticas são feitas com base nos tempos que existem. Depois de estarem envolvidos nesses casos, não anula a estatística. Não sei para onde isto caminha, está a ir para um nível absurdo e, de certa forma, acho que acaba por prejudicar alguns atletas. Mas eu foco-me no que posso controlar, aquilo que posso fazer. Se conseguir, ótimo. Se não conseguir, mas der o melhor de mim, está tudo bem.
R - Saber que dás deixa-te de consciência tranquila?
RP- É isso. Tento fazer isso sempre. É dar o meu melhor, cumprir os meus compromissos - porque temos contratos com clubes e marcas. A abordagem é sempre dar o melhor de mim, no dia a dia, nos treinos, fazer o que tenho de fazer. Como agora nos estágios, ficar semanas fora, não passar a Páscoa em casa, não passar o aniversário em casa. Tendo em conta isso, sei que sou trabalhador, dedico-me imenso. Não me posso cobrar uma coisa que não consigo controlar e que não depende de mim.
R - Noutro âmbito, achas que devia haver um pouco mais de apoio para atletas como tu?
RP - De alguma forma, sim. Acho que depois de estar num certo nível consegues ter esses apoios. Apesar não ser nada exorbitante. A dificuldade é ter um projeto para levar os atletas a esse nível. Há ali uma travessia, que tem de partir dos atletas, para conseguir chegar a um determinado nível. Isso é o mais difícil, por isso não temos profundidade. Conseguido isso, acho que as coisas ficam mais simples. Não tens uma vida desafogada, mas podes estar a tempo inteiro e com algumas condições.
R - Neste momento temos um atleta que está acima de todos, o Samuel Barata. Há alguma rivalidade entre vocês?
RP - Não, nada disso. Cada um tem feito o seu percurso. Ele deu um salto enorme nos últimos tempos. Só tem de servir de inspiração e motivação para conseguir lá chegar também. Fomos colegas de equipa no Benfica, provavelmente vamos ser colegas no Europeu. Tem que servir como motivação e não como rivalidade.
R - Gostavas de ter feito o que ele, de ir para o Quénia?
RP - Já tive a possibilidade de comprovar os efeitos da altitude. Melhoramos significamente, quer pelo contexto de treino, pelo foco... Também gostava de ter a experiência, pela realidade, pelo contexto. É uma potência a nível mundial, gostava de vivenciar de perto e perceber o que lá se faz, o que se faz de didferente. Por vezes é uma lição e acho que pode ser enriquecedor.
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