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Atleta portuguesa esteve momentaneamente eliminada
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A portuguesa Salomé Afonso prometeu esta segunda-feira retribuir na final dos 1.500 metros dos Campeonatos do Mundo de atletismo Tóquio'2025 todo o apoio recebido enquanto esteve momentaneamente eliminada.
"Fez-se justiça, estou muito feliz, muito agradecida e espero poder estar ao nível de toda a ajuda que recebi", afirmou a atleta do Benfica, em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).
A vice-campeã da Europa na distância em pista curta, e também bronze nos 3.000 em Apeldoorn2025, terminou a segunda semifinal, no domingo, fora dos lugares de apuramento para a final, no 10.º lugar, na sequência de um embate com a alemã Nele Wessel, por volta dos 750 metros, provocado pela italiana Marta Zenoni.
Wessel, que até terminou atrás de Afonso, no 11.º posto, foi imediatamente repescada, enquanto a portuguesa apenas integrou a corrida decisiva, marcada para terça-feira, às 22:05 locais (14:05 em Lisboa), e alargada a 14 atletas, após um recurso da exclusão inicial.
"Estou sem palavras. Foi um dia muito desgastante, mas, graças a toda a gente, que foi incansável, nesta tentativa de me recolocar na final, de me repescar", reconheceu, agradecida, a lisboeta, no mesmo registo disponibilizado pela FPA.
Depois do 37.º lugar em Budapeste2023, na estreia em Mundiais, Salomé Afonso tem a 12.ª melhor marca pessoal entre as finalistas, graças aos 3.59.32 minutos obtidos já este ano, que lhe valem o 10.º tempo entre as apuradas.
"Vou dar o meu melhor na final, espero deixar orgulhosos todos os que tanto me apoiaram neste momento difícil", vincou.
A primeira reação de Salomé Afonso, na zona mista do Estádio Nacional do Japão, logo após a prova, sem que ainda fossem conhecidas as decisões do protesto da FPA, negado, e do recurso, que teve depois provimento, foi de pouca esperança num cenário destes.
"Tentei o possível, tentar a qualificação na mesma, pensando que pode ser possível uma requalificação, mas acho que vai ser muito difícil, mas faz parte", referiu, então, a atleta, oitava nos Mundiais indoor Nanjing2025, admitindo tratar-se de uma eliminação "muito frustrante".
A recordista nacional Carla Sacramento (3.57,71) sagrou-se campeã nesta distância, em Atenas1997.
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