Tendência de seca está em perspetiva

Portugal vai ao Europeu de corta-mato amanhã na Eslováquia sem a ambição de outros anos

• Foto: Paulo Calado

São muitas as equipas que partem com aspirações elevadas para o Europeu de amanhã na Eslováquia, nomeadamente a Turquia, que apresentará os campeões do ano passado, Aras Kaya, em masculinos, e Yasemin Can, em femininos, atletas nascidos no Quénia, a Espanha, com forte equipa masculina liderada por Adel Mechaal, os britânicos, com um dos conjuntos mais fortes dos últimos anos, e as emergentes estrelas, a germânica Kostanze Klosterhalfen, e a italiana Yemaneberhan Crippa, sem esquecer o facto inédito de a Noruega estar representada pelos irmãos Ingebritsen, Henrik e Filip, que correm na prova de seniores, e Jacob, que defende o título júnior conquistado no ano passado.

Tudo isto para introduzir a equipa portuguesa, que estará presente na prova, composta por 25 atletas, e que num passado já algo distante ditava as regras e lutava pelos títulos, quer coletivos quer individuais, que resultaram num pecúlio de 19 vitórias (7 individuais e 12 coletivas), com um total de 55 medalhas. Portugal ocupa o terceiro lugar em número de títulos, a seguir à Grã-Bretanha (55) e França (25) e é o quinto em medalhas, depois de Grã-Bretanha (139), França (77), Espanha (63) e Rússia (57). Contudo, estes feitos foram alcançados nas primeiras edições dos campeonatos, nos anos 90 (pelos atletas masculinos), e depois já neste século (com os femininos). A última medalha foi conquistada em 2013, por Dulce Félix (3ª classificada).

Desde então Portugal tem atravessado uma seca no medalheiro, que dificilmente será superada este ano, tal como nos disse o técnico nacional de meio-fundo, António Graça. "As expectativas em termos coletivos não são altas. Não será muito fácil ter resultados de destaque, particularmente no feminino, dada a ausência de algumas das nossas melhores atletas."

Num percurso realizado praticamente ao nível do mar, muito perto das fronteiras com a Hungria e a Áustria, a prova desenrola-se num "percurso plano, onde foram implementados alguns obstáculos artificiais para tentar criar alguma dificuldade aos atletas. Não é um percurso para atletas que gostam de provas mais duras", explicou António Graça que, por via disso, espera, contudo, "alguns desempenhos muito positivos a nível individual, nomeadamente nos atletas seniores, quer masculinos quer femininos, e até mesmo nos sub-23, escalão onde o André Pereira tem estado em boa forma".

Por António Manuel Fernandes
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