Tiago Romão e Ester Alves apontam a novos objetivos após Mundial de trail

Atletas da equipa Salomon Suunto Portugal falaram a Record

Presentes há duas semanas no Campeonato do Mundo de trail, em Penyagolosa (Espanha), Tiago Romão e Ester Alves, da equipa Salomon Suunto Portugal, falaram a Record da sua experiência naquele evento, ainda que ambos tenham saído de Espanha com sentimentos distintos. O primeiro, em estreia nestas andanças, foi 66.º, ao passo que Ester Alves, já uma atleta mais rodada, se mostrou desapontada com o seu 65.ª na prova feminina.

- Que balanço faz da participação no Campeonato do Mundo de Trail?

TIAGO ROMÃO - O Campeonato do Mundo é o expoente máximo de uma modalidade, e por si só, competir ao mais alto nível envergando as cores da seleção nacional é o ponto mais alto da época desportiva. Neste campeonato fiz a minha estreia em distâncias superiores a 50 kms, e só ter completado esta prova com 88 kms e 5000 metros de desnível positivo, considero a minhas prestação bastante positiva. Em termos classificativos, obtive o 66.º na Geral Masculina entre 198 atletas à partida, o que me dá um resultado dentro do primeiro terço da geral. De forma global foi muito positivo, com muitas aprendizagens, que farão com que no futuro os resultados possam ser ainda melhores.

ESTER ALVES - Levava muitas expectativas de uma longa preparação para os Campeonatos do Mundo. A prova era técnica e bonita e ajustada a mim. Por vezes não conseguimos num dia só atingir o topo por problemas naturais. Mesmo assim a prova foi muito bem organizada.

- Quais as maiores dificuldades encontradas?

TR - Para mim a maior dificuldade foi mesmo a elevada humidade atmosférica, associada a algum calor, que fez com que perdesse muitos líquidos na primeira fase da prova. Tive uma grande dificuldade em repor os líquidos perdidos, levando a alguns problemas gastro-intestinais. A prova apresentava também em várias zonas com trilhos bastante técnicos e pedregosos, mas essa é uma característica que me assenta bem.

EA - Eu e alguns atletas tivemos problemas de desidratação nos dias anteriores à prova, o que não me deixou competir no meu expoente máximo.

- Quais os objetivos para o que falta disputar no que resta do ano?

TR - Depois deste Campeonato do Mundo, vou dividir o resto do ano entre provas de Orientação e Trail Running, com especial foco nos Campeonatos Nacionais.

EA - Segue-se a presença na Riano Ultra Trail (prova por etapas), na Sierra Nevada (Maratona) e a ascenção ao Shishapangma, a mais de 8000 metros de altitude (projeto #WeGonnaTry).

- Como vê a evolução do trail running em Portugal nos últimos tempos? Vê margem para evoluir ainda mais?

TR - Considero que o Trail Running em Portugal tem evoluído de forma bastante acentuada, tanto a nível competitivo, como qualidade das provas, prova disso é o facto de ter sido atribuída a Portugal a organização do próximo Campeonato do Mundo de Trail Running. Sendo o Trail em Portugal um desporto tão jovem, ainda há um longo caminho para a sua massificação, tanto a nível de participantes, como condições para a sua prática, isto é, existência de percursos devidamente assinalados e cuidados nas maiores montanhas em Portugal.

EA - Claro que o trail terá de ter uma excelente gestão para conseguir crescer e assim mesmo esperamos. Que tudo corra pelo melhor.

Por Fábio Lima
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