Três atletas com mínimos nos 3.000 metros para os Campeonatos da Europa

Isaac Nader e Samuel Costa, em masculinos, e Mariana Machado, em femininos

Isaac Nader e Samuel Costa, em masculinos, e Mariana Machado, em femininos, conseguiram este domingo os mínimos de participação para os 3.000 metros dos Campeonatos da Europa de atletismo em pista coberta, que vão decorrer na Polónia, em março.

Os 3.000 metros acabaram por ser o ponto mais alto da segunda jornada dos Campeonatos de Portugal, que se disputaram em Braga no fim de semana, em que também se assinala a razoável marca de Francisco Belo, na sua vitória no lançamento do peso, e o início de época de Patrícia Mamona, no triplo salto.

Na prova masculina dos 3.000 metros esperava-se um ataque aos mínimos por parte de Samuel Barata, mas com alguma surpresa assistiu-se ao triunfo de Nader, já campeão nos 1.500 metros, batendo mesmo o recorde nacional de sub-23.

O objetivo era correr abaixo de oito minutos, marca de que Samuel Barata se tinha aproximado, há uma semana - ficara a um pouco mais de quatro segundos.

Hoje, o Benfica tudo fez para ajudar o seu atleta a conseguir a qualificação, com Hugo Rocha a ser lebre na primeira metade da corrida e Isaac Nader a assegurar depois um bom andamento.

A duas voltas do fim, Samuel Barata foi para a frente, mas Nader não saiu de prova - continuou e acabou por garantir a vitória para si, com 7.57,45, novo recorde de sub-23, que retira das listas Rui Silva, o seu treinador e recordista absoluto da distância.

Barata fez recorde pessoal, com 7.57,63, passando a ser o nono melhor de sempre, logo atrás de Nader.

Nader irá nos Campeonatos da Europa de Torun correr apenas os 1.500 metros, deixando a representação lusa a cargo de Samuel Barata, apesar da excelente marca por ele feita na corrida de hoje.

Nos 3.000 metros femininos, Mariana Machado, do Sporting de Braga, fez com sucesso o contrarrelógio que precisava, triunfando em 9.09,09, ligeiramente abaixo dos 9.10,00 de referência.

Mariana Machado, atleta sénior de primeiro ano, já fora a primeira nos 1.500 metros, na véspera, mas viria a ser desclassificada por competir com calçado não regulamentar. A atleta recorreu da decisão.

Patrícia Mamona, recordista nacional do triplo salto, abriu a época de forma um pouco abaixo do nível que costuma atingir, sempre com diculdades para acertar o salto e chamada, mas vencendo a sua prova com 14,03 metros, graças ao seu último ensaio.

A marca de qualificação para os Europeus de Torun já tinha sido conseguida por Mamona no ano passado, mas deveria fazer nesta época de inverno uma marca de referência acima de 14,09 metros - fica próxima, mas só já têm uma semana para lá chegar.

Foi o seu oitavo título, desempatando assim da sua rival Susana Costa, uma das ausências de vulto destes campeonatos.

Decididamente longe da melhor forma encontra-se Evelise Veiga, que tal como Mamona já tem mínimos olímpicos, feitos no ano passado. Hoje foi segunda com 13,41, um dia depois de se ter sagrada campeã do salto em comprimento.

Quem já tinha marca de qualificação para os Europeus era Francisco Belo, no lançamento do peso, e hoje tornou-se campeão da especialidade pela terceira vez.

A marca obtida, 19,50, é boa, mas fica um pouco aquém do que se esperava dele - no entanto, deu para ganhar bem ao seu colega do Benfica Tsanko Arnaudov, que atirou a 19,19.

Por Lusa

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