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Maior prova do mundo volta à estrada com perspetivas de recordes
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É já uma tradição que se repete há mais de uma década. Maio é o mês de correr por aqueles que não podem na Wings for Life World Run, com encontro marcado a nível global para o dia 10. A maior e mais inclusiva corrida do mundo, une apoiantes dos cinco continentes, que correm precisamente ao mesmo tempo nas mais diversas diferentes latitudes, em torno de uma causa comum: apoiar a investigação para a cura das lesões na medula espinal. No ano passado foi estabelecido um novo recorde de participação, com 310 719 pessoas de 191 nacionalidades a correr ao mesmo tempo em 170 países. A um mês da 13ª edição as perspetivas são animadoras: com algumas corridas organizadas em várias localizações à volta do Mundo já esgotadas, as corridas associadas à APP oficial não param de crescer e são já mais de meio milhar em 67 países.
No próximo dia 10 de maio vai ser possível correr em qualquer lugar usando a APP Wings for Life World Run, sem dúvida a forma mais prática de participação. Estão também disponíveis várias localizações onde o evento se desenrola em padrões tradicionais e ainda inúmeras APP Run organizadas (em Lisboa o encontro será no Jardim Mário Soares, no Campo Grande). Em Portugal Continental o tiro de partida será dado às 12 horas. Os interessados em apoiar esta causa devem fazer a inscrição na página da corrida em www.wingsforlifeworldrun.com, o download da APP oficial, pagar uma inscrição de €18 (valor 100% direcionado para apoiar a investigação) e juntar-se por via eletrónica a esta grande corrente humana. Seja com um carro virtual ou real, a perseguição começa 30 minutos depois da partida e termina quando o último corredor for apanhado. O nosso país tem estado representado na corrida desde a sua primeira edição, e a portuguesa Vera Nunes foi coroada em 2018 Campeã Mundial da Wings for Life World Run.
PORTUGAL COM VÁRIOS ESTUDOS FINANCIADOS PELA WFL
Até hoje foram apoiados e financiados pela Fundação Wings for Life um total de 344 projetos de investigação científica em 19 países, tendo como objetivo alcançar a cura para as lesões na medula espinal e/ou a melhoria da qualidade de vida daqueles que sofrem com esta patologia. Neuroproteção, plasticidade, regeneração, reconstrução neurológica, remiliação, imagem e reabilitação são as áreas prioritárias com projetos financiados por esta organização sediada na Áustria. Em doze edições da corrida foram já angariados um total de 60.53 milhões de euros destinados à investigação.
Esta dinâmica também passa por Portugal, com o financiamento de importantes projetos de investigação, a decorrer neste momento:
- i3S da Universidade do Porto, estudo liderado pela investigadora Dra. Mónica Sousa
- Escola de Medicina da Universidade do Minho, estudo liderado pelo investigador Dr. Nuno Silva
- Instituto de Medicina Molecular da Universidade Católica de Lisboa (Católica Medical School), liderado pela investigadora Dra. Isaura Martins
- Estudo que está a ser desenvolvido nos EUA pela investigadora Dra. Susana R. Cerqueira, do Departament of Bioengineering da Clemson University
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