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O BENFICA não sentiu dificuldades na sua visita ao Pavilhão Acácio Rosa, no Restelo. O resultado verificado no final dos 40 minutos diz bem da pouca oposição que o Belenenses criou ao conjunto da Luz (98--69), nesta partida integrada na quinta ronda do Campeonato da Liga.
O Belenenses apenas nos primeiros cinco minutos logrou equilibrar o marcador – vencia por 15-14 –, graças à boa defesa aplicada ao extremo benfiquista Howard Brown, por parte do base Eric Bell e aos lançamentos exteriores do espanhol Diego Perez (6/3).
No entanto, bastou aos jogadores benfiquistas corresponder aos pedidos do seu técnico Mário Gomes, que solicitou a Joaquin Arcega que efectuasse a transição defesa ataque com maior rapidez, para que a história do jogo se alterasse. Nos cinco minutos complementares do primeiro período, o Benfica realizou um parcial de 20-4, atingindo o final dos primeiros dez minutos já com uma vantagem confortável de 15 pontos (34-19).
No segundo período, mantendo o mesmo ritmo e beneficiando de uma maior liberdade concedida ao extremo norte-americano Howard Brown, o Benfica chega ao intervalo com o jogo perfeitamente sentenciado (64-40).
“Treinámos afincadamente os aspectos defensivos durante toda a semana. Chegámos ao jogo e, só na primeira parte, sofremos uns incríveis 64 pontos. Faltou-nos atitude e sobejou ansiedade. Estou muito desiludido porque sei que estes jogadores valem mais do que mostraram”, disse, no final, o treinador do Belenenses, Ken Webb
A segunda parte não teve qualquer história, face à superioridade do conjunto de Mário Gomes. Com Francisco Jordão e Mark Dean a dominarem as tabelas (oito e sete ressaltos, respectivamente) – apenas o estreante Alemany os igualou (nove ressaltos) – e com Howard Brown a “reinar” nos lances ofensivos (31 pontos), o Benfica foi construindo o resultado, chegando a dispor de uma vantagem de 31 pontos (83-52), altura em que o técnico encarnado colocou em campo um “cinco” integrando a quase totalidade dos seus jovens jogadores (Ricardo Rodrigues, Miguel Lisboa, Hugo Ribeiro, João Manuel e Francisco Jordão) – apenas Joaquim Xavier, por se encontrar lesionado, não jogou.
“Depois de duas derrotas seguidas que nos ficaram ‘atravessadas na garganta’, este triunfo foi extremamente importante, tanto mais que se aproxima um ciclo de três jogos consecutivos, numa semana. Quero destacar o trabalho efectuado pelo sector da formação do Benfica, cujo resultado se viu, hoje, aqui”, afirmou o treinador Mário Gomes.
Gaia surpreende Seixal
O Gaia alcançou, ontem, a primeira vitória na edição 2001/2002 do Campeonato da Liga, ao bater o Seixal, por 74-73, em jogo da quinta jornada.
Agendado para o Pavilhão do Seixal, o encontro que colocou frente a frente gaienses e seixalenses, acabou por se realizar no Pavilhão Luís Carvalho, no Barreiro, face ao estado do piso do pavilhão do Seixal, motivado pela forte tempestade que se abateu, ontem, na região de Lisboa e margem sul do Tejo.
Curiosamente, a alteração acabou por prejudicar mais o conjunto de Luís Silveira. Na verdade, depois do êxito alcançado na ronda anterior, ante o FC Porto, nada fazia prever que o Seixal fosse incapaz de ultrapassar a turma do Gaia. Só que o conjunto liderado por Paulo Neta contou com um jogador inspirado, Mike Kouser (31 pontos), o qual bem acompanhado por JR Gamble (16 pontos), pelo experiente Fernando Sá (12) e de Angel Pichardo (11 ressaltos), chegou ao triunfo.
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