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Basquetebolista sofre em prisão na Indonésia: dos ratos gigantes aos medicamentos desconhecidos

Jarred Shaw está preso desde maio deste ano
• Foto: AP

Jarred Shaw está a viver um autêntico pesadelo na Indonésia. O basquetebolista norte-americano foi detido em maio de 2025 devido à posse de mais de 100 gomas de marijuana - referiu que seriam para uso medicinal - e acabou condenado a 26 meses de prisão, sendo que chegou a enfrentar a pena de morte. Agora, o ex-jogador dos Tangerang Hawks relata o drama que envolve animais e condições precárias, que o levaram a uma condição débil de saúde.

"Há insetos por todo o lado e ratos gigantes a correr de um lado para o outro. Estou a dormir num colchão fino no chão de uma cela com 10 ou 12 pessoas. O meu sistema imunitário está em baixo e estar exposto a este ambiente não me ajuda. Preciso de ajuda. Estou aqui sozinho, tenho medo. Não sei o que se está a passar... Ninguém fala inglês, não sei que medicamentos me estão a dar", confessou ao Daily Mail.

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Shaw já foi parar ao hospital depois de perder 15 quilos, com um teste a dar positivo a bactéria E. coli, isto quando também lida com diarreia severa e febres altas. Pelo meio, tem tentando encontrar paz... a escrever um livro. "Foi terapêutico para mim, simplesmente anotar os meus pensamentos, desafiar a minha mente. Não tinha mais nada além de tempo livre, sentado na prisão. O meu maior medo é não estar saudável e que isto me afete a longo prazo, porque a doença de Crohn pode transformar-se noutra coisa. Não gosto de falar desse tipo de coisas, maspode transformar-se num tipo de cancro. Houve momentos em que simplesmente não queria acordar. A minha mente estava num lugar tão sombrio que preferia continuar a dormir em vez de enfrentar a realidade de estar trancado aqui. O meu principal desejo todos os dias é conseguir ver a minha mãe. Ela está doente. Pensar que posso morrer aqui ou continuar preso sem lhe poder dar um abraço é o que mais me destrói por dentro", confessou.

Shaw admite que errou e pede ajuda para poder ficar livre. "Gostava de poder voltar atrás no tempo e mudar as minhas ações. Eu sei que cometi um erro estúpido, mas a punição não se adequa ao que fiz. Eu não sou um criminoso. Acho que já paguei o preço. Só quero ir para casa. Estão a pintar-me como se eu fosse um grande barão da droga", rematou.

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Por Pedro Gonçalo Pinto
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