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Mais de 55 jovens alunos, treinados por internacionais ou ex-internacionais como Roberto Fortes, Pedro Lourenço ou Paula Seabra, e dirigentes do basquetebol português, como Celso Casinha, presentes. Foi este o impressionante cenário que Record encontrou quando chegou ao pavilhão do FC Gaia para assistir a mais uma sessão da NBA Basketball School.
Um projeto começado por Carlos Barroca que, ainda nos dias de hoje, lidera em pessoa todos os eventos relacionados com a NBA em Portugal e admite que a escola que fundou "continua a atrair os mais pequenos, aqueles que nunca jogaram basquetebol e aqueles que, simplesmente, querem ser melhores".
"Há mesmo uma marca de internacionalização, porque temos campos no Luxemburgo, na Hungria e temos campos internacionais em toda a Europa. Numa empresa como a NBA, é uma forma de os miúdos alimentarem o seu sonho. Às vezes temos treinadores internacionais, outros nacionais e tentamos sempre ter os nossos embaixadores. Já tivemos aqui o Miguel Queiroz e temos o Diogo Brito, representam a modalidade ao maior nível", referiu, em conversa com Record, o antigo internacional e ex-candidato à presidência da Federação Portuguesa de Basquetbol (FPB), realçando a influência de figuras do basquetebol nacional como embaixadores, o que aconteceu esta sexta-feira com Diogo Brito.
"Ele é que a verdadeira estrela!", brincou Carlos Barroca, ao apontar para o internacional português e recém-nomeado MVP do encontro frente à Grécia, que foi a atração principal desta sexta-feira e ajudou jovens atletas em vários exercícios. "É um prazer estar aqui, ao redor de tantos jovens com talento e à procura de melhorar", respondeu Diogo Brito.
Naturalmente, exemplos que ajudam a motivar quem queira seguir o caminho do basquetebol em Portugal. "A verdade é que já temos um jogador na NBA [Neemias Queta], mas temos jogadores e jogadoras como o Miguel Queiroz, o Rafael Lisboa, o Diogo Brito, a Joana Soeiro e a Inês Viana como embaixadores da NBA Basketball School. O objetivo é servirmo-nos dos valores que eles já têm para os miúdos olharem para eles com ambição", complementou Carlos Barroca
E, de facto, a marca global que é a NBA atrai inúmeros apaixonados pelo basquetebol de todos os cantos do mundo. "Não há nenhum campo onde não haja seis ou sete nacionalidades. Temos miúdos israelitas, belgas, ingleses, norte-americanos, tailandeses, de Hong Kong e muitos mais. Alguns estão de férias em Portugal e a 'social media' ajuda a propagar a notícia. É uma aldeia global e estamos a continuar a exercer o valor internacional da marca", enalteceu Carlos Barroca.
Seleção com qualidade e muitos líderes
Para Carlos Barroca, o sucesso recente da Seleção Nacional, nomeadamente a grande vitória de Portugal diante da Grécia, tem de ser visto como uma rampa de lançamento para voos maiores. Neste sentido, há margem para crescer, segundo o fundador da NBA Basketball School, que não deixou de elogiar o excelente grupo orientado por Mário Gomes.
"É importante que Portugal continue a ganhar, a equipa é excelente, a coesão do grupo é magnífica e têm prazer em representar Portugal, o que é mesmo muito importante. O Travante Williams, que não é português, tem um enorme prazer em servir a seleção. É saber capitalizar, têm excelentes líderes e têm tudo o que é preciso para aproveitar", frisou Carlos Barroca, descartando qualquer dúvida sobre a qualidade coletiva da Seleção: "Não podemos dizer que as vitórias foram contra equipas mais fracas, vitórias são vitórias. Isto ajuda a promover o nosso basquetebol."
Por João Albuquerque