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Francisco Jordão está de regresso ao basquetebol português. Em véspera de completar 34 anos (30 de dezembro), o extremo-poste que na Seleção Nacional ajudou a escrever a página mais brilhante da modalidade, com o 9.º lugar alcançado no Eurobasket’07, está de novo a competir no país, representando o Algés, clube que o viu nascer para a modalidade em 1992.
“Surgiu a oportunidade de regressar a Portugal, depois de oito anos em Angola. As saudades da minha família estiveram na base desta decisão, e quando o Algés me contactou, através de André Martins, que foi meu treinador no Benfica, não hesitei, tanto mais que regresso a uma casa que conheço bem, pois foi aqui que comecei a minha carreira”, disse-nos Francisco Jordão.
Angola
Nestes 21 anos de carreira, Francisco Jordão passou por três países, Portugal, Espanha e Angola, mas foi neste último que o jogador português obteve os maiores êxitos.
“Joguei em Saragoça, Burgos e em Angola e levei para esses países o que aprendi em Portugal. Lidei com outro tipo de jogadores. Desde miúdo, quando comecei a jogar, que queria experimentar outros campeonatos. Gostaria de ter ficado mais tempo em Espanha ou ter tentado Itália ou França, mas acabei em Angola que tem um campeonato muito forte”, salientou.
Sobre a sua experiência em África, Francisco Jordão nem hesitou em considerá-lo excelente. “O povo angolano vê o basquetebol como a primeira modalidade do país, ao contrário de Portugal, onde o futebol é rei. Venci cinco campeonatos angolanos, quatro africanos, supertaças e taças angolanas. Tive uma boa carreira nas minhas oito épocas naquele país, ao serviço do Petro, 1.º de Agosto e ASA”, disse.
Em Portugal representou, além do Algés, a Oliveirense e Benfica, com exibições que o levaram à Seleção. E foi ao serviço da equipa nacional, pela mão de Valentyn Melnychuck, que viveu o momento mais significativo da carreira. “O Eurobasket’07 foi o auge desta geração de jogadores. Constitui o momento mais alto da minha carreira como atleta. Vai ficar sempre na minha memória”, disse.
«Não guardo rancor a ninguém»
Não foi fácil para Francisco Jordão o ano 2011, último que o jogador passou em Portugal. Em janeiro foi forçado a abandonar o Benfica, depois de o clube ter anunciado, em comunicado, que o “atleta, após testes médicos realizados no Centro de Medicina Desportiva, tinha sido considerado inapto (arritmia cardíaca)”, posição que o jogador contestou. Em fevereiro, foi a Federação que suspendeu o jogador por dois anos, baseando-se no Regulamento de Antidopagem da FPB. Estes dois castigos obrigaram o internacional português a emigrar, de novo, para Angola, onde prosseguiu a carreira. No regresso a Portugal, Jordão diz que o caso está ultrapassado. “Não guardo rancor a ninguém. Não desejo falar sobre o que aconteceu. É passado que para mim está enterrado. O que interessa é o presente e o Algés. Foram situações que felizmente consegui ultrapassar”, disse.
Reencontro de amigos com história
O ingresso no Algés proporcionou a Francisco Jordão o reencontro com dois companheiros da histórica Seleção Nacional que obteve o 9.º lugar no Eurobasket’2007: João Santos e Paulo Simão, atual treinador da equipa feminina de Sub-16. “Foi um bom encontro com colegas que fizeram parte de momentos tão importantes das nossas carreiras. No último jogo, com o Maia Basket, reencontrei o Nuno Marçal, e domingo vai ser giro encontrar o José Costa, quando defrontarmos o Ginásio, para a Taça.”
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