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Capitão de equipa e líder da ambição lusa rumo aos dois jogos - em Espanha (dia 28) e em Matosinhos contra a Geórgia (31) - que iniciam a segunda fase de apuramento para o Mundial do próximo ano, no Qatar. O poste do FC Porto, de 35 anos, não coloca impossíveis para esta geração e vê os linces ainda mais fortes com os 'reforços' Neemias Queta (Boston Celtics) e Rúben Prey (universidade de St. John's).
Espanha na mira: "Com muita ambição. O basquetebol português nunca teve uma presença num Mundial. Temos esse sonho e acreditamos que é possível. Esta geração, esta equipa, já mostrou que não há impossíveis. Depois de um verão em que, finalmente, voltámos ao EuroBasket, poder participar no Mundial é um sonho muito grande que temos. Acreditamos que o podemos concretizar. Não é apenas sonhar, acreditamos mesmo que podemos fazê-lo."
Sabemos que, nesta segunda fase, partimos um bocadinho atrás. Temos de recuperar vitórias, porque os resultados da fase anterior contam para esta fase. Mas acreditamos muito que conseguimos ganhar esses jogos. Já provámos que, mesmo contra grandes equipas, conseguimos competir e ganhar. Temos dois jogos muito difíceis, um em Saragoça [contra Espanha] e outro aqui em Matosinhos, contra a Geórgia. Acreditamos muito que podemos vencer. Agora é finalizar os processos, preocuparmo-nos com os pormenores, recuperar bem, estar fisicamente preparados para esses jogos e acreditar muito para que as coisas aconteçam."
Reforços Rúben Prey e Neemias Queta: "Costumamos dizer que só quem está é que importa, mas, se tivermos a equipa na máxima força, isso aumenta muito a confiança. O Neemias e o Prey não estão tantas vezes connosco, mas, quando vêm, fazem parte da família e sentem-se em casa. Dão-nos uma presença física muito grande. Defensivamente, é difícil para as outras equipas acabar perto do cesto com eles na equipa. Ao nível do ressalto também nos ajudam bastante. Depois, no ataque, temos os bloqueios grandes de ambos e o ressalto ofensivo. São jogadores diferenciados, que acredito que vão trazer muito à Seleção e são mais uma ajuda para o excelente trabalho que esta equipa está a fazer."
Experiência no EuroBasket ajuda? "Sem dúvida. Jogar ao mais alto nível, quanto mais jogos fizeres assim, mais os jogadores crescem e mais as equipas crescem. Quanto maior for a dificuldade dos jogos, mais dificuldades vamos ter, mas também maior será o progresso. É uma experiência que tivemos no EuroBasket e, antes disso, jogámos um pré-Olímpico. Agora estamos a jogar por um sonho que nunca foi alcançado por Portugal e estamos a competir e a mostrar que somos capazes. Tudo isso vai somando para a evolução da equipa e já estamos mais do que habituados a esses ambientes."
Significado da vitória contra Espanha em 2025: "Primeiro, mostrar que somos capazes, mesmo contra as melhores seleções. Não foi apenas essa vitória: também no Europeu ficámos à frente da Espanha na classificação. Mas são jogos completamente diferentes. Essa vitória foi num jogo de preparação, em que as equipas estavam a preparar-se para chegar ao Europeu na melhor forma, cada uma à sua maneira, a gerir jogadores e a trabalhar determinadas jogadas. Agora é completamente diferente. É um jogo a valer, contra uma seleção muito forte. Historicamente, estamos provavelmente a falar da melhor seleção europeia. Mas acreditamos muito que, tal como já fizemos contra outras seleções, podemos vencer. E vamos dar tudo por isso."
Evolução de Prey: "Tenho acompanhado sempre que posso o Rúben. Acho que está fisicamente maior, já ganhou alguns quilos. Na altura era um bocadinho magrinho. Continua a mexer-se muito bem, é um animal, corre muito bem o campo e vai muito bem ao ressalto ofensivo. Acho que está a avançar um bocadinho melhor e que a evolução é grande. Está a dominar estas primeiras duas semanas."
Contrato novo... jantar pago por Neemias? "Isso é dinheiro do Neemias [risos]! Nós vamos jantar muitas vezes, mas cada um paga o seu. Não há essas coisas. O Neemias merece muito este contrato. Estou muito orgulhoso e estamos todos muito orgulhosos por ele ter conseguido este contrato. Acho que se tornou num dos 10 atletas mais bem pagos em Portugal, a competir com o futebol. E isso, para nós, é um orgulho."
Por Pedro Filipe Pinto