De regresso à Seleção para ajudar no arranque da segunda fase de apuramento para o Mundial do próximo ano, no Qatar, Neemias Queta encara os duelos em Espanha (dia 28) e em Matosinhos contra a Geórgia (31) com confiança. O poste de 27 anos chega com os bolsos cheios - assinou um contrato de 50 milhões de euros com os Boston Celtics - e com o sonho de se qualificar para o Campeonato do Mundo.
Regresso à Seleção: "Foi uma semana muito boa. Temos vindo a trabalhar imenso e a ter um grupo bastante consistente em termos de rotações. Acho que isso ajuda no entrosamento dentro de campo e é exatamente o que nos vai dar mais chances de chegar ao nosso objetivo."
Conexão com Rúben Prey: "Tem sido boa. A maior parte das vezes estamos em equipas diferentes nos treinos, mas quando jogamos na mesma temos um bom conhecimento do jogo um do outro e conseguimo complementar-nos muito bem. Estou a fazer o meu papel. O Rúben tem estado muito bem nos treinos. Tem sido um dos jogadores com mais potência física e tem estado a evoluir desde a primeira vez que o vi. Acho que tem um futuro muito grande pela frente."
Ainda mais peso na Seleção: "Acho que isso começou já com a seleção no ano passado. Ter um papel mais preponderante numa equipa e vir jogar um EuroBasket galvanizou-me para fazer a época que tive na NBA. Espero que esta janela de verão na seleção possa trazer novamente uma boa época para mim lá fora, mas o foco primeiro está aqui."
Confronto com o espanhol Hugo González, colega nos Celtics: "O Hugo é um jogador bastante versátil: defende, lança, sabe passar, sabe driblar e vai trazer-nos dificuldades. Mas como o conheço, consigo dar algumas dicas aos meus colegas sobre o que ele faz. Vai haver picardia, claro, mas acima de tudo na desportiva. Quanto à Espanha, é uma equipa bastante completa, com muitos jogadores na NBA e na Euroliga. Mas temos confiança no nosso trabalho e nas nossas qualidades. Vamos ao jogo, deixamos a bola rolar e estamos prontos para isso."
Jogo ser na pré-época ajuda Portugal? "Janeiro, fevereiro, dezembro, 8 da noite ou 7 da manhã... para mim é tudo igual. O que me interessa é que o jogo começa 0-0. O que fazes dentro de campo nesses 40 minutos é o que conta para ganhar e, a partir daí, é deixar as fichas caírem onde tiverem de cair."E
'Sauna' nos treinos: "Não fiquei surpreendido porque já conheço a realidade de Portugal. Mas também não acho que seja assim tão diferente. Já estive habituado a treinar em pavilhões mais quentes do que estes. Pode ter sido um choque inicial por não estar habituado, mas com o decorrer dos treinos a gente habitua-se. Faz parte: às vezes os campos são mais frios, noutras mais quentes, mas ninguém dá desculpas."
Expectativa para a temporada 2026/27 na NBA: "Ser competitivos outra vez. Já se começou a dizer por aí que os outros é que são bons e que nós não temos tanta qualidade, mas com o grupo e com as pessoas que temos no balneário, principalmente o nosso treinador, seremos capazes de virar o guião. Vamos atacar cada jogo como se fosse o último, ser bastante competitivos, ganhar muitos jogos e, acima de tudo, queremos ser campeões."
Visita de Joe Mazzula (treinador dos Celtics) a Portugal: "Ele gostou do que viu. Disse que o basquetebol português tem talento e pessoas que conseguem chegar longe se quiserem trabalhar a sério. Gostou imenso de Portugal... e acho que a coisa de que mais gostou foi mesmo a comida! Foi um bom momento! Veio sozinho, mas disse que da próxima vez quer vir com a mulher e com os filhos, por isso vamos recebê-lo de braços abertos."
Por Pedro Filipe Pinto