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Ao vencer a 1.ª Divisão Masculina, o emblema de Olhão, que tem 133 anos, conquistou o seu primeiro título sénior
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O Ginásio Clube Olhanense, um dos emblemas mais antigos do país – com 133 anos –, levantou o troféu da 1ª Divisão Masculina (3º escalão) no passado sábado, fruto de uma vitória sobre a Académica, em Olhão, e conquistou o seu primeiro título sénior ao cabo da quarta final, algo “mais do que merecido”.
“É um excelente período da modalidade no clube, que tem crescido sustentavelmente. No entanto, e porque o desporto tem muitos encargos financeiros, somos obrigados a um planeamento mais rigoroso. Mas a direção acredita que outros momentos como este se avizinham”, afirmou, a Record, o presidente, António Guedes, projetando a próxima época, na Proliga: “criar condições para garantir a continuidade, mas com presença no grupo de subida. Necessitamos de estabilidade, para construir o futuro. No que se refere à formação, para além de cimentar a nossa estrutura formativa, apoiando os nossos coordenadores e técnicos, necessitamos também de crescer fisicamente, com a execução da 2ª fase do projecto do clube, para que possamos dar continuidade à receção dos novos atletas que nos procuram para a prática da modalidade no nosso concelho. De salientar ainda, ao nível da formação, a parceria entre o clube e a a BIC Academy."
O GCO regressa à Proliga, onde havia estado recentemente sob o comando técnico de César Domingues. Agora, com José Calabote ao leme, o clube tenta manter-se em patamares cimeiros de forma ainda mais consistente. "Assumida a descida à CN1, a direção procurou de imediato criar as condições para regressar à Proliga. Sentimos que teríamos de mudar, e assim o fizemos, lançando o desafio ao treinador José Calabote, que o aceitou. A partir daí, criámos a base principal desportiva: um grupo de trabalho, constituído por atletas e equipa técnica de excelência no que toca à dedicação, empenho diário em cada treino, e superação dos problemas em prol de um objetivo comum, a subida de divisão. A outra base principal, a financeira, teremos sempre que realçar o apoio da nossa Câmara Municipal de Olhão, crucial para atingirmos o objetivo traçado. São de destacar, também, os nossos patrocinadores, a quem publicamente agradecemos", explica António Guedes.
Acreditamos que outros momentos como este se avizinham
Presidente do GCO
José Calabote diz que o Ginásio "foi a melhor equipa"
Já José Calabote, o treinador que no seu primeiro ano em Olhão levou o conjunto ao sucesso, não tem dúvidas que o Ginásio Olhanense mereceu muito esta subida. “Conseguimos ser a melhor equipa, superando outras igualmente bem preparadas. Fizemos 279 treinos, 28 jogos, 26 vitórias e 2 derrotas, o que fez de nós a mais consistente”, começou por dizer ao nosso jornal.
"Quando demos início a este projeto sabíamos claramente o quão difícil ia ser disputar este campeonato, por ser longo, com fases difíceis e sabendo que íamos ter que estar muito bem preparados após as duas primeiras fases para podermos encarar os playoffs de forma a termos a vantagem do factor casa. O clube tinha como objetivo a subida à Proliga, mas perseguia há muito tempo o objetivo de ser campeão nacional com o plantel sénior. É com enorme orgulho e satisfação que nós, enquanto equipa técnica, sentimos que conseguimos atingir os nossos objetivos e culminar o final de época com a entrada na história do Ginásio Clube Olhanense", acrescentou o experiente técnico que, antes de chegar a Olhão, contava com quatro anos em Ferragudo, também no Algarve, e por isso está consciente da evolução do basquetebol algarvio.
"Em quatro décadas de treinador tenho sentido que tem vindo a existir uma mudança muito grande no panorama do basquetebol nacional, em que o potencial existente na zona do Algarve é enorme, tendo como exemplo os Tubarões e o Portimonense na final do Campeonato Nacional de sub-14, o Portimonense na final do Campeonato Nacional de sub-16, o Ginásio na final da Taça Nacional de sub-16 e o Imortal que foi recentemente coroado Campeão Nacional de sub-18. Estes resultados demonstram também que o Algarve está cada vez mais próximo a nível competitivo e consegue competir com Lisboa, Porto, Aveiro, Setúbal que, tradicionalmente, são as regiões mais fortes. Outro exemplo dessa aproximação são os resultados das festas do basquetebol com o 2° lugar em sub-14 masculinos e o 3° em sub-16 feminino. Este crescimento levou também à criação da minha academia (BIC Academy) há 4 anos, que tem vindo a crescer muito no Algarve, porque sem dúvida é uma forma destes atletas estarem enquadrados no crescimento da qualidade competitiva existente nesta região", constata Calabote, que em Olhão orientou o filho André, algo que já tinha acontecido na Sampaense e no Lusitânia: "Não confundo nem me faz confusão trabalhar com ele sendo que o nível de exigência é o mesmo que pretendo para os restantes atletas. No campo somos ambos muito competitivos e profissionais e, por esse motivo, torna-se fácil a relação de trabalho."
Tivemos 279 treinos, 28 jogos, 26 vitórias e 2 derrotas, o que fez de nós a equipa mais consistente
Treinador
Ainda no que toca ao crescimento do basquetebol algarvio, António Guedes reforça essa tese: "verifica-se que os clubes têm melhorado a estruturação na sua formação e os resultados estão à vista. No que a Campeonatos e Taças nacionais desta época, a região está presente em 5 das 12 Fases Finais. E ao nível dos seniores, estamos presentes em todos as divisões."
MVP da final numa casa bem conhecida
Rafael Wildner, MVP da final diante da Académica, confessa que não podia ter desejado melhor regresso ao clube que havia representado entre 2019 e 2021, então na Proliga. Aos 32 anos, foi uma das vozes da experiência no grupo. "Desde o primeiro dia que cheguei a esta equipa, o meu objetivo sempre foi ajudar os meus colegas a atingirem o sucesso. Claro que praticar esta modalidade durante tantos anos e ter vivido e participado em momentos decisivos como este foi bastante importante. Durante todos estes anos, tive jogadores experientes nas equipas em que representei e foram eles que me ajudaram em momentos de grande responsabilidade, como jogar para uma subida de divisão ou um título nacional. Nesse contexto, tentei que os meus colegas tivessem em mim um pilar de segurança e tranquilidade nos momentos mais difíceis", começou por dizer a Record, desvalorizando o prémio de melhor jogador da final da 1ª Divisão Masculina: "nunca encarei isso como um objetivo pessoal, sempre coloquei a equipa em primeiro lugar e muitos jogadores do Ginásio Clube Olhanense poderiam ter alcançado essa distinção, pois têm muita qualidade individual. Simplesmente tive a felicidade de me calhar a mim neste jogo tão importante."
"Ao vir de uma temporada praticamente sem jogar, tinha algum receio se iria conseguir acompanhar fisicamente o desgaste de uma época muito dura. Mas com uma estratégia delineada pela equipa técnica, tive a oportunidade de ir gradualmente aumentado o meus índices físicos para chegar o melhor possível à fase decisiva da época desportiva. Regressar a uma casa onde já tinha sido feliz também foi um fator importante, onde a união entre presidente, membros da direção, equipa técnica, jogadores e adeptos foi fundamental para construir uma equipa de sucesso", acrescentou o poste.
Clube tem todas as condições para poder voltar a repetir ou superar a época inaugural na Proliga
Capitão
Em 2020, antes da interrupção das provas devido ao Covid, o Ginásio Olhanense estava bem posicionado no seu ano de estreia na Proliga, apenas atrás do Imortal e taco a taco com o CD Póvoa pelo segundo lugar. Será possível repetir o feito? Wildner acredita que sim.
"Nessa altura tivemos uma temporada muito interessante, onde a ligação entre os jogadores era muito forte, o que nos permitiu construir uma equipa extremamente sólida que lutou pelos lugares cimeiros, mas que infelizmente foi interrompida devido à situação da Covid. Sem dúvida que o clube tem todas as condições para poder voltar a repetir ou, quem sabe, superar essa época inaugural na Proliga. Para isso é fundamental continuar a existir esta ligação entre todos os agentes que formam parte da estrutura deste clube", considera o jogador, que mantém o futuro no clube em aberto: "no final de cada temporada converso com a minha família e, em conjunto, decidimos o nosso futuro próximo, como temos feito sempre, desde o nascimento dos nossos filhos. Se é o momento de acabar a minha etapa como jogador ou se ainda há força e disponibilidade para continuar."
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