"Impensável" e "choque": como espanhóis e resto da Europa veem o histórico triunfo de Portugal

Seleção Nacional venceu pela primeira a Espanha em jogos oficiais. Um feito que prova o crescimento, depois do sucesso em Atenas em julho

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Os melhores momentos da histórica vitória de Portugal sobre a Espanha
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Portugal surpreendeu a Europa do basquetebol ao , num duelo referente à fase de qualificação para o Mundial'2027. O triunfo luso em Saragoça foi um dos destaques da noite basquetebolística e no país vizinho, habituados a grandes feitos na modalidade - foram campeões mundiais duas vezes, mais recentemente em 2019 -, houve lugar a reflexão interna mas também a elogios à Seleção Nacional.

"Portugal é uma seleção que tem vindo a queimar etapas, a trabalhar muito bem na formação, até conseguir lutar de igual para igual com a elite europeia, algo que há uns anos era impensável", escreveu a 'Marca' na crónica do encontro. Ainda assim, o selecionador espanhol, Chus Mateo, garantiu que a sua formação não foi apanhada de surpresa. "Estudámos tudo, como a parte física, onde trabalharam muito e são sólidos. Faltou-nos fôlego e não fomos capazes de matar o jogo. Portugal joga bom basquetebol, têm veteranos e têm atuado sempre juntos nestas janelas de apuramento.

A própria página da FIBA destacou, naturalmente, a façanha portuguesa em Saragoça, que apelidou de "choque". "Portugal alcançou uma das maiores surpresas nesta fase (...). A jogar num pavilhão cheio de adeptos da casa, Portugal recusou deixar-se intimidar". Travante Williams (22 pontos) e Neemias Queta (16 pontos e 9 ressaltos) foram dois dos elementos destacados no site da competição. 

Os linces ocupam o 4.º lugar do Grupo I, com o mesmo registo (4 vitórias e 3 empates) de Montenegro (3.º) e Geórgia (5.º), este último precisamente o próximo adversário, num duelo agendado para segunda-feira em Matosinhos e também de vital importância. É que apuram-se para a fase final apenas os primeiros três colocados de cada grupo. Essa é a meta dos comandados de Mário Gomes, que procuram a primeira presença num Campeonato do Mundo na modalidade.

Em novembro, haverá nova janela, com a receção à Ucrânia (dia 26) e deslocação à Geórgia (29). A fechar, jogo em casa com a Espanha (26 fevereiro) e duelo fora de portas com a Ucrânia (1 março). Contudo, nestas quatro partidas não haverá o contributo de Neemias Queta, já ao serviço dos Boston Celtics na fase regular da NBA. Portugal, recorde-se, já não defronta Montenegro e Grécia, visto que encarou estes adversários na ronda anterior de qualificação e traz, por isso, os resultados dessas partidas para a atual fase.

Classificação do grupo I
Classificação do grupo I
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O afundanço brutal de Neemias que corre a Europa: «Cozinhou o adversário como se fosse um frango»

Como se construiu a vitória de Portugal sobre a Espanha

Rafael Lisboa (Primera FEB, 2.º liga espanhola), Diogo Brito (ACB), Travante Williams (LNB, 1.ª liga francesa), Rúben Prey (NCAA) e Neemias Queta (NBA). Este foi o cinco inicial de Portugal para o jogo de ontem. Um quinteto onde há um jogador, Neemias, que atua no nível máximo do basquetebol, outro que vai estrear-se esta época no principal campeonato europeu (Diogo Brito), um que vai crescendo num dos países com mais talento da Europa (Travante), um que atua no campeonato universitário dos EUA (Prey) e, por fim, um representante na também forte segunda divisão espanhola (Lisboa). No banco, estavam essencialmente atletas da liga portuguesa, que não é propriamente das mais competitivas da Europa, pese a qualidade dos elementos em questão - Diogo Ventura, capitão do Sporting, fez ontem um jogo fantástico.

E do lado contrário? Dos 12 jogadores utilizados por Chus Mateo, sete atuam em emblemas que competem na Euroliga, a segunda melhor maior competição de basquetebol de clubes no Mundo, e quatro na NBA. Ou seja, apenas um, Willy Hernangómez (Unicaja), está fora desse meio... mas também ele tem passado na NBA, Euroliga e ACB. Em resumo, o desnível era grande em teoria mas Portugal soube, com organização, capacidade de ressaltar ofensivamente (25 pontos de segunda chance, contra apenas 16 dos espanhóis) e muita gente a contribuir (cinco jogadores na casa das dezenas em pontos) fazer novamente história, depois de .

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Próximo português na NBA? Rúben Prey foi um "predador" frente à Espanha e estes lances provam-no
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