A festa que agita Portugal

A 11.ª edição do maior evento desportivo juvenil do País promete voltar a entusiasmar dentro e fora dos campos

Longe vão os tempos em que a Festa do Basquetebol começou a ser idealizada. O conceito sempre pareceu interessante, mas a empreitada era (e continua a ser) enorme. Mas, em 2007, então em Portimão, o sonho de uns quantos dirigentes e treinadores ganhou forma. Em boa hora. Desde então, o evento não parou de crescer, sendo de destacar que, a época passada, até o ‘All-Star Game’ das ligas masculina e feminina passaram a fazer parte do programa, fator que ajudou a galvanizar os mais novos que, assim, puderam não só conviver e competir entre si, mas também ver ‘in loco’ aqueles que, por estes dias, são os melhores jogadores (e jogadoras) a atuar em Portugal. A experiência correu tão bem que, no próximo sábado, vai ser repetida. Difícil será o funcional Pavilhão Municipal acolher todos os interessados em assistir ao jogo/espetáculo...

Formar e competir

Quem tem a responsabilidade de treinar jovens, nesta caso os escalões de sub-14 e sub-16, deve saber que ganhar não é o mais importante. Formar cidadãos antes de atletas tem de ser prioridade. No entanto, como não poderia deixar de ser, ninguém joga para perder. Seja na Festa ou noutra qualquer competição. Esta prova, aliás, até tem o condão de poder juntar jogadores que – sendo do mesmo distrito – costumam ser rivais. Será isso um problema? De todo. A capacidade de estabelecer ligações entre atletas que se conhecem, mas que não estão habituados a treinar e jogar juntos é – nomeadamente nos sub-14 – um dos atrativos desta Festa, pois mesmo que já tenham estado junto em seleções regionais de ‘minis’, aqui surge a primeira presença com um cariz mais sério.

Esta é também uma oportunidade de ouro para os jovens oriundos das associações menos cotadas poderem defrontar – ou pelo menos observar – aqueles que, com a mesma idade, já estão num patamar mais elevado. Vê-los em ação pode e deve ser uma motivação para se superarem, pois não está escrito em lado nenhum que um rapaz ou rapariga, por ser de Trás-os-Montes ou da Beira Alta, por exemplo, não pode chegar alto. Isso é possível. Provavelmente será só mais difícil.

Como não poderia deixar de ser, as quatro principais associações dominaram as primeiras 10 edições da Festa. O Porto (14 títulos, 30 finais e 34 pódios) surge na frente em todas as categorias, com Lisboa (11+19+28) e Aveiro (11+17+24) relativamente perto. Setúbal é claramente o quarto distrito mais forte, mas apesar dos 24 pódios e das 12 finais, só conquistou 4 títulos, todos em masculinos (2 em cada escalão).

Até à data, mais nenhuma associação conseguiu vencer uma competição, mas Coimbra e Madeira (para além dos terceiros postos) já estiveram no duelo decisivo, enquanto – para surpresa de muitos – Açores, Braga, Santarém e Leiria atingiram um terceiro lugar. Esta é prova de que, afinal, nada se decide antes da bola começar a saltar e que os mais fortes só o são de facto, quando o demonstram no local certo: dentro do campo.

Amanhã, pelas 9 horas, começam os jogos. Vá até Albufeira acompanhar ou, em alternativa, siga tudo em www.record.pt, pois o nosso site terá uma área especial dedicada ao evento e até as transmissões em direto de todas partidas irá oferecer a quem não estiver no Algarve. Esteja atento e não perca pitada do que se vai passar nesta edição de 2017.
Por Luís Avelãs
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Basquetebol

Notícias

Notícias Mais Vistas