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Candidato às eleições da FPB, apresenta projeto para infraestrutura que inclui pavilhão com 3.000 lugares para concluir até 2030
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É um projeto “faaaaaantástico”! Foi assim, da mesma forma que costuma adjetivar os jogos da NBA, que Carlos Barroca classificou a Cidade do Basquetebol, infraestrutura a erguer no Montijo caso vença das eleições para a presidência da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) no dia 25. O candidato da Lista C apresentou os primeiros “bonecos” no Salão Nobre da Câmara Municipal do Montijo, ao lado do presidente da autarquia, Fernando Caria, também ele um antigo praticante da modalidade.
“A ideia”, segundo Carlos Barroca, é que as obras arranquem até 2028 e a infraestrutura esteja “a funcionar antes do término do mandato, em 20230”. O pavilhão principal terá “pelo menos 3.000 lugares sentados” e poderá transformar-se “num espaço multidesportivo com três campos laterais de basquetebol para treinos e estágios”.
Para isso, estão previstas “180 camas” que possam acolher “equipas que vêm das ilhas, do Norte ou do Sul de Portugal”, mas o centro será também “aberto a oferta internacional”. Questionado por Record, após a apresentação, se gostaria que o projeto avançasse mesmo que não vença as eleições, Carlos Barroca foi taxativo: “Eu não jogo para perder, jogo para ganhar. A minha convicção é que este produto faz parte de toda a estratégia que montámos para esta candidatura, que é de apresentar soluções e olhar para a frente, para o basquetebol nacional, achando que esta infraestrutura é algo impactante para o futuro da modalidade em Portugal”, atirou.
De resto, a Cidade do Basquetebol “é um projeto que tem capacidade para fazer sonhar de forma mais fácil”, apontou o candidato, questionado sobre se é o que falta para o basquetebol português subir mais um ou dois degraus no patamar internacional. “É um projeto inovador, desejado há muito tempo na comunidade. Portanto, é entregar algo que, para mim, é um prazer, porque eu também tinha esse desejo enquanto praticante. É parte da modalidade”, vincou.
Obra de autor
Ainda em fase de “bonecos”, a futura Cidade do Basquetebol está a ser projetada pelo arquiteto português Paulo Bernardo, “responsável por projetos desportivos como a Arena Santos, no Brasil, que inclui um Estádio FIFA de 42 mil lugares”, mas também o Centro de Estágio do América, em Natal, ou “a Academia da Federação Angolana de Basquetebol e o Pavilhão do Interclube, com 3.000 lugares, em Luanda”. “Ele tem uma atividade de arquiteto pelo mundo fora, com projetos, também, na Europa, nomeadamente na Holanda e em Espanha. É um homem que nos inspira confiança total”, elogiou Carlos Barroca.
Custo da obra “na casa dos dois dígitos dos milhões”
Instado a revelar o custo de um projeto desta envergadura, Carlos Barroca não adiantou um valor definitivo, mas estimou que o mesmo ficará “na casa dos dois dígitos, na casa dos milhões”. “Esse é o valor com que se está a trabalhar. Mas há muitas conjeturas à volta disso. Há guerras, não há guerras, os custos dos materiais estão mais caros, mais baratos, portanto, estes são os números com que vamos trabalhar”, indicou. O projeto, de resto, será erguido com recurso maioritariamente a “financiamentos privados”: “Estão planeados, num processo de angariação prévia, e há também financiamentos europeus para toda essa matéria”, esclareceu Barroca.
‘Engajar’ a comunidade
Apresentado como “Cidade do Basquetebol”, a infraestrutura não tem, no entanto, um nome definitivo. Esse será escolhido pelas comunidades do basquetebol português, mas “sobretudo pela comunidade do Montijo”. “Queremos que o nome seja escolhido e participado pela comunidade e que seja também um reflexo da própria comunidade e a primeira forma de a ‘engajar’, digamos, no próprio espaço”, esclareceu o candidato da Lista C.
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