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De jogadora, treinadora e adepta a... árbitra: Daniela Curado já viveu a Festa do Basquetebol como poucos

Tem apenas 21 anos e é um verdadeiro exemplo de alguém que ama verdadeiramente a modalidade

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• Foto: Direitos Reservados Record

Daniela Curado é o verdadeiro exemplo de alguém que ama verdadeiramente o basquetebol. Tem apenas 21 anos e pode dizer que já viveu a experiência da Festa do Basquetebol como muito poucos. Iniciou o seu percurso no maior torneio juvenil de basquetebol do país como jogadora da AB Leiria, aos 10 anos. Depois de dois anos a competir pela seleção de distrito, entre as sub-14 e as sub-16 femininas, decidiu voltar à experiência como membro da equipa técnica da AB Leiria. Hoje, já depois de ter vivido a Festa do Basquetebol na pele de jogadora e de membro de um staff técnico, é com o apito ao peito que tenta manter o fair-play dentro das quatro linhas.

"Enquanto jogadora, representei a Associação de Basquetebol de Leiria. Nos quatro anos em que pude competir, dois em sub-14 e outros dois em sub-16, consegui alcançar uma subida à primeira divisão no último ano como jogadora da AB Leiria e foi muito bom. Nos clubes, trabalhamos todos os dias para conseguirmos representar o nosso distrito nas festas do Basquetebol, o maior torneio a nível nacional para as associações. Marcar presença num torneio como este motiva-nos enquanto jogadoras a darmos o nosso melhor, a trabalharmos todos os dias nos clubes e a ouvir os treinadores. O sentimento é sempre de muita entreajuda e cooperação, sempre com o intuito de darmos tudo pela nossa equipa e conseguirmos alcançar os melhores resultados possíveis", começou por contar-nos a jovem natural de Pombal.

A transição de jogadora para membro da equipa técnica da AB Leiria, conta-nos Daniela, aconteceu com relativa naturalidade. "Como depois fiquei sem idade para poder participar [como jogadora], o clube onde estou a competir e inserida desde sempre motivou-me a tirar o curso de treinadores e no ano de estágio tive a oportunidade de ingressar na equipa técnica das sub-14 femininas da AB Leiria. Foi uma experiência incrível, de outro mundo, mesmo. Perceber o que sentem aquelas atletas, depois de ter passado pelo mesmo, gerir as suas expectativas e emoções e tentar que todas retirem ao máximo aquilo que conseguem dar para desfrutarem de toda esta experiência ao máximo. Estive na equipa técnica durante dois anos", revela a Record. Mesmo depois de viver toda a Festa do Basquetebol como jogadora e elemento de staff técnico, Daniela Curado não resistiu em assistir à competição mesmo como mera adepta. "Como já não podia jogar e tínhamos subido à primeira divisão, quis acompanhar e ver como as mais novas, as que iam jogar como sub-16, se iam 'safar' na primeira divisão e também foi muito bom nessa vertente", disse.

É impossível não dizer que o basquetebol está no ADN desta jovem de Pombal. Depois de ter sentido na pele a experiência de competir na Festa do Basquetebol como jogadora e treinadora - para além de sentir as emoções desde as bancadas dos pavilhões -, Daniela Curado não se sentiu totalmente realizada e quis também... acompanhar as mais jovens atletas como árbitra. E como foi essa transição? Daniela contou-nos tudo. "Acabei por tirar o curso de árbitra, que já tenho há quatro épocas. Este ano tive a oportunidade de estar nos Potenciais Talentos, sugerida pelo CAD [Conselho de Arbitragem Distrital] da AB Leiria, a quem eu agradeço porque me ajudam todos os dias a melhorar e a ter jogos de qualidade para continuar a evoluir como árbitra. Enquanto Potencial Talento, vim às festas deste ano e agora estou a viver mais esta experiência, que está a ser muito boa. Estou a ter a sorte de os jogos até estarem a correr bem e de fazer jogos bons, acabei agora de apitar uma meia-final de sub-16 femininos com árbitros muito mais experientes. Gosto de aprender sempre com eles e de absorver essas aprendizagens e conhecimentos para o nosso distrito, com o intuito de também evoluirmos nesse sentido", vincou.

Apesar de já não competir como jogadora ou membro de uma equipa técnica na Festa do Basquetebol, Daniela Curado continua a jogar basquetebol no sítio onde cresceu, no Pombal, ao serviço do Núcleo do Desporto Amador de Pombal (NDAP). A conciliar com a prática desportiva, à qual se acrescenta ainda o papel de árbitra, Daniela Curado está também neste momento a tirar ainda um Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário em Coimbra.

"Não tenho tempo para nada [risos]. O basquetebol está presente na minha vida desde os 10 anos. É uma modalidade que eu gosto muito e, portanto, como se diz 'quem corre por gosto não cansa'. Durante a semana estudo, estou a tirar um Mestrado, depois regresso às quintas-feiras à minha cidade, a Pombal, onde dou treinos. Depois, no fim de semana, a gestão das nomeações [para os jogos] é feita com base na minha disponibilidade e dos jogos que existem, assim como a disponibilidade dos outros árbitros e colegas da associação. Tenho de gerir entre a minha equipa, porque ainda sou treinadora dos sub-14 de Pombal, e ainda ter tempo para eventualmente fazer algum jogo. Enquanto jogadora fica um pouco mais difícil conciliar tudo porque como só vou a Pombal quinta e sexta-feira, o treino que faço nos seniores é só à sexta-feira para depois jogar ao fim de semana", revela-nos, assumindo que apesar do ritmo alucinante em que vive que tudo lhe dá muito gosto: "Mas que posso eu dizer? Eu gosto disto. Sei que um dia vou ter de escolher, porque vai ser impossível conciliar tudo, mas enquanto for possível, vou mantendo-me por cá. Gosto muito daquilo que faço!"

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