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Anthony Blinken, secretário de Estado dos EUA, falou pela primeira vez da situação
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Os Estados Unidos propuseram à Rússia um acordo para a repatriação da basquetebolista Brittney Griner e de outro cidadão norte-americano, Paul Whelan, disse esta quarta-feira o secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken.
Em sentido diferente do até agora assumido, Blinken disse pela primeira vez que espera falar com o seu homólogo do Kremlin. A declaração representa a primeira manifestação pública de que estão a ser tomadas ações concretas para assegurar a libertação de Griner, que foi presa com acusações de posse de droga, em fevereiro no aeroporto de Moscovo.
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Hoje mesmo, Brittney Griner, jogadora das Phoenix Mercury, da WNBA, falou perante o tribunal e reafirmou que não teve consciência de estar a introduzir substâncias interditas na Rússia, referindo-se à canábis para cigarros eletrónicos que tinha na mala.
Anthony Blinken não adiantou pormenores sobre o acordo proposto, que terá sido apresentado há semanas, não sendo claro que isso baste para a libertação dos norte-americanos. Blinken diz que Washington está à espera de uma resposta de Moscovo.
Foi pedido um encontro com Serguei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, sendo a questão de Griner e Whelan o assunto principal, mas não o único, segundo os norte-americanos. O encontro, a ter lugar, será a primeira conversa formal entre Blinken e Lavrov desde 15 de fevereiro, cerca de uma semana antes da Rússia invadir a Ucrânia.
Paul Whelan foi condenado, em 2020, a 16 anos de prisão com acusações de espionagem. Tanto ele como a sua família têm reiteradamente repetido que estão inocentes e o governo dos Estados Unidos diz que as acusações são falsas.
Quanto a Griner, que joga na Rússia no Ekaterinburgo, tinha na mala de viagem recargas de óleo de canábis para serem consumidas através de cigarros eletrónicos. Alega que não sabe como isso foi parar à sua mala e que desconhecia a proibição na Rússia, tanto mais que lhe foram prescritos por médico.
Pela lei russa, arrisca-se a uma pena de prisão de 10 anos.
Desde há muito tempo que os Estados Unidos se têm mostrado contra a troca de prisioneiros, defendendo que isso pode encorajar a tomada de reféns e promover a falsa equivalência entre o que consideram um norte-americano erradamente preso e um estrangeiro justamente condenado.
No entanto, no início de abril deu-se a troca entre o marine veterano Trevor Reed e o piloto russo Konstantin Yaroshenko, o que pode ser visto como o abrir de portas para decisões similares no futuro.
Blinken e Lavrov têm evitado aparecer juntos, como aconteceu na última reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G-20, realizada em Bali, Indonésia, a que ambos compareceram.
O próximo momento em que se vão cruzar é em 4 e 5 de agosto, em Phnom Penh, para o Fórum Regional da Associação das Nações do Sudeste Asiático.
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