Jorge Coelho liderou "guerreiros" azuis
O Belenenses qualificou-se, sensacionalmente, para as meias-finais do “playoff” da Liga, onde agora irá defrontar o FC Porto. À custa da Oliveirense, turma que acabou por soçobrar (78-81) no quinto duelo dos quartos-de-final. Foi uma partida electrizante dentro e fora de campo. Pena que os adeptos de ambas as equipas não tenham sabido comportar-se, tendo protagonizado cenas deploráveis, também presenciadas na bancada por Hermínio Loureiro, secretário de Estado do Desporto e adepto da Oliveirense, por Mário Saldanha, presidente da FPB, e José Castel-Branco, presidente da Liga de Clubes.
Foi um feito histórico para os jogadores do emblema da Cruz de Cristo, os quais acreditaram sempre na vitória e se comportaram como autênticos “guerreiros” azuis, como já são apelidados pelos seus adeptos. Um tributo a uma equipa que faz do colectivismo a sua principal arma e que luta até à exaustão pelo sucesso.
A Oliveirense entrou melhor no jogo, contando com a extrema combatividade de Francisco Jordão, um gigante na luta das tabelas e na forma como defendeu e anulou Omar Barlett. Cedo se percebeu que o embate ia ser muito equilibrado e emotivo, decidido nos pequenos detalhes.
O Belenenses, ao somar um parcial de 20-13 no terceiro período, assumiu a liderança do “score”, perante o desespero do técnico Francisco Gradeço, o qual, no banco, tudo tentou para inverter o rumo dos acontecimentos. A questão é que saltou da “cartola” do técnico José Couto o extremo-poste Jorge Coelho, o qual, a dois minutos do fim e num assomo de coragem, converteu seis pontos consecutivos na cara dos postes contrários e acabou por sentenciar o encontro.
Jorge Coelho acabou, aliás, por ser o MVP do jogo e o principal protagonista num grupo onde é difícil encontrar destaques individuais. Uma palavra final para a atitude da equipa da Oliveirense, onde se salientou outro jogador português: Francisco Jordão, o qual merecia continuar no “playoff”.
Queluz a... ferver
Prossegue hoje a saga dos quartos-de-final do “playoff”, com o duelo Queluz-Barreirense, que vai ser decidido na “negra” na sequência de dois triunfos para cada lado. Tem sido um embate muito equilibrado, no qual a jovem turma do Barreiro tem batido o pé ao rival Queluz, apontado desde o início da época como um dos mais pujantes candidatos à conquista do ceptro. No entanto, os pupilos de Alberto Babo têm sentido grandes dificuldades em confirmar o estatuto de favoritos.