Moncho e o regresso do FC Porto: «Sinto-me mais seguro nos treinos do que no supermercado»

Liga foi encerrada mas os dragões não quer "pagar a fatura da inatividade"

• Foto: Amândia Queirós

Moncho López, treinador do FC Porto, contou ao jornal 'Correo Galego' como tem sido treinar em tempos de pandemia. O espanhol elogia as condições proporcionadas pelos dragões.

"Se havia um clube capaz de fazer isto, esse clube era o nosso porque há muitos profissionais da Medicina a trabalhar connosco e a interação entre a equipa médica e os técnicos é permanente. As medidas de segurança são máximas. Sabemos que estamos numa situação difícil porque pode acontecer algo, mas as medidas que o clube tomou são boas", considerou o técnico.

A Liga foi dada por concluída e Moncho explica por que motivo o FC Porto quis, mesmo assim, voltar ao trabalho nesta fase. "O que pensámos foi que não podemos ficar tantos meses inativos, não se pode, isso seria um erro", sublinha, prosseguindo: "Estamos a preparar-nos para que a inatividade não nos passe a fatura no futuro. Vamos trabalhar até ao final de junho e depois gozaremos um período de férias. A pré-temporada começa em agosto, não sabemos se na primeira ou na segunda semana, até porque também não sabemos quando começa a Liga."

Moncho conta como foi o regresso. "Começámos com grupos de dois, com um jogador em cada cesto, sem contacto, sem se cruzarem. Mas esta semana demos mais um passo e, embora ainda não haja contacto, sem tocar na bola do outro, já vamos de um cesto a outro. Agora a nossa intenção é fazer grupos de quatro, com alguma limitação de contacto. Há exercícios em que se pode treinar no mesmo espaço sem interação, sem defender, como exercícios de passe, de lançamento... Vamos ver se dentro de duas ou três semanas já nos atrevemos a fazer outras coisas."

Ninguém na equipa foi testado. "Tanto eu como o resto da equipa temos uma aplicação no telemóvel em que temos de responder todos os dias a uma série de perguntas relacionadas com a covid. Tenho de medir a temperatura, colocar o valor na aplicação e o médico recebe a informação imediatamente. Depois completamos um questionário sobre tens dores de barriga, de cabeça, ou qualquer outro sintoma. Se houver dúvidas essa pessoa fica em casa."

E dá um exemplo. "Esta semana um jogador ficou em casa porque lhe doía a cabeça. O médico esteve com ele e ao que parece apanhou sol a mais num passeio... Não passava de uma enxaqueca mas não treinou."

Moncho conta ainda que a temperatura é medida à entrada do pavilhão e lá dentro segue um circuito onde não se cruza com ninguém. "Sempre de máscara, obrigam-me a mudar de calçado antes de entrar em campo", frisa. "Mas não nos fizeram testes. Mas se algum de nós apresentasse sintomas, seríamos todos testados."

Os três estrangeiros que ainda têm contrato com a equipa "estão bem". "Dizem que estão mais seguros connosco do que nos aeroportos, a viajar..."

O que pensam os outros

Moncho conta que o regresso do basquetebol do FC Porto aos treinos está a ser encarado com normalidade, "até pelas outras modalidades". "Não se vê como um disparate. O nosso clube tem muita credibilidade e ninguém em Portugal está a questionar o que estamos a fazer."

Mas mesmo assim reconhece: "Sei que pode acontecer algo. Se dentro de uma ou duas semanas se detetar um caso, estou certo que haverá uma voz crítica, mas sinto-me mais seguro dentro de um pavilhão, a treinar com os meus jogadores, do que quando vou ao supermercado. Tenho mais medidas de segurança aqui."


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