Ovarense e Queluz disputam final do III Torneio dos Campeões
Ovarense e Queluz disputam hoje a final do III Torneio dos Campeões, que se realiza na Trofa (São Romão de Coronado) pelas 16.30 horas.
No jogo mais aguardado das meias-finais, que opôs a equipa de Ovar aos campeões nacionais do FC Porto (proporcionaram um duelo animadíssimo na Zona Norte na época passada), as expectativas de um espectáculo emotivo não saíram defraudadas e só não teve correspondência em termos de equilíbrio por causa de um terceiro período muito forte dos vareiros (22-9). Nos dois primeiros períodos os dragões pareciam ter o encontro controlado, chegando a ter dez pontos de vantagem (34-44) à passagem dos 15', com cinco minutos verdadeiramente assombrosos. Ao contrário do FC Porto, a Ovarense manteve a consistência e no terceiro período resolveu o jogo. O técnico portista, Luís Magalhães, considerou que "a equipa falhou defensivamente" e o seu homólogo, Carlos Pinto, admitiu que o triunfo ficou a dever-se precisamente ao contrário: "Reduzir a produção ofensiva do FC Porto foi essencial".
Rotação fatal
O que pareceu, visto de outro banco (o nosso), foi que o FC Porto entrou bem e com um aproveitamento fenomenal, mas na rotação da equipa as coisas deixaram de funcionar e nunca mais voltaram ao que eram. Os seleccionáveis apenas chegaram ontem e o base José Costa, com uma lesão num joelho, nunca conseguiu ser o líder que a equipa precisava. A Ovarense, nunca deixando escapar o jogo para diferenças perigosas, teve um excelente aproveitamento na segunda parte, disparando à custa dos triplos de Jaime Silva (excelente condução de jogo) e de Omar Barlett.
Foi preciso, no entanto, uma Ovarense a forçar o máximo, espremendo tudo, senão, veja-se: o "cinco" inicial de Ovar fez 99 pontos; o banco apenas dois. No FC Porto, a equipa inicial fez 49 pontos e o banco contribuiu com 37.
Melhor ponta final
Na outra meia-final, o Queluz mostrou-se imparável no último período do jogo, altura em que impôs um parcial de 26-15 e liquidou a aguerrida oposição do Belenenses. Foi uma partida marcada por uma grande agressividade (Perdigão e Macura quase chegaram a vias de facto) e uma excelente atitude defensiva de ambas as equipas.