Três dias depois... é hora de jogar

Benfica desafia os russos do Enisey na ressaca de uma viagem até à longínqua Sibéria

• Foto: Pedro Simões

Três dias e mais de 7 mil quilómetros depois, chegou finalmente a hora de o Benfica entrar em campo para defrontar os russos do Enisey, em duelo da 3ª jornada da segunda fase da FIBA Europe Cup, em Krasnoyarsk, na Sibéria.

Na sequência de uma longa viagem, que acabou por ser menos cansativa do que o esperado por não ter havido qualquer atraso nas ligações aéreas, a equipa orientada por Carlos Lisboa mede forças esta quarta-feira, a partir das 12h10 de Portugal Continental, com o líder do Grupo P e uma das equipas favoritas à conquista da prova, num encontro que vai entrar para a história, pois foi a mais longínqua deslocação de uma formação portuguesa (em qualquer modalidade) nas competições europeias.

Apesar de todas as adversidades, causadas não só pela qualidade do oponente como pelas particularidades da viagem, as águias mantêm-se confiantes de que vão conseguir dignificar o basquetebol português na Sibéria. "É a equipa mais forte do grupo, muito equilibrada, extremamente forte em todos sectores. Tem jogadores fortes fisicamente e nas várias vertentes do jogo. A nossa tarefa será difícil. Mas queremos dignificar o basquetebol português e o Benfica", confessou Nuno Ferreira, treinador adjunto das águias, em declarações ao site oficial dos encarnados.

Com derrotas nas duas primeiras jornadas desta 2ª fase, diante do Lukoil (fora) e do Groningen (casa), as águias estão obrigadas a vencer na Rússia para continuarem a sonhar com a próxima fase, mas essa é uma situação que não tira o sono aos encarnados. "Não encaramos este jogo como de vida ou de morte. Sempre soubemos que seria difícil passar esta fase de grupos, não só pelas equipas presentes, mas também porque só passa o primeiro classificado. Vamos pensar que temos muito para ganhar com este jogo. Não só em vencer o jogo em si, mas também no nosso crescimento enquanto equipa", rematou.

Apesar da longa viagem, o plantel do Benfica ainda conseguiu fazer ontem um curto treino de descompressão no palco do jogo desta quarta-feira.

Batata assada ao pequeno almoço

A viagem da equipa do Benfica à Sibéria correu como havia sido planeado, mas nem por isso os jogadores deixaram de se confrontar com algumas situações menos... habituais. Durante a escala de cinco horas em Moscovo, e enquanto não chegava o segundo voo – de ligação a Krasnoyarsk –, os jogadores procuraram um local num dos terminais do aeroporto da capital russa para tomar o pequeno-almoço, mas a única coisa que encontraram aberta foi um estabelecimento que vendia batata assada, como testemunharam nas redes sociais Derek Raivio ou Damian Hollis, com algum humor. "Fresco de um voo de cinco horas e a única coisa que consigo comer é batata assada às 6 da manhã. Um pequeno-almoço de campeão", brincou Hollis.

Por José Morgado
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