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A Espanha esteve esta terça-feira a perder por 15 pontos na primeira parte, mas recuperou no terceiro período e 'sentenciou' no quarto, para vencer a Finlândia por 100-90 e conseguir a primeira vaga nas meias-finais do Europeu de basquetebol.
Na primeira edição, em muitos anos, sem nenhum dos irmãos Gasol (Pau e Marc), e também sem Ricky Rubio, Sergio Llull, Sergio Rodriguez ou Nikola Mirotic, a formação de Sergio Scariolo mostrou que continua forte, sob o comando do 'sobrevivente' Rudy Fernández e dos irmãos Hernangómez (Willy e Juancho).
Rudy Fernández (11 pontos), de 37 anos, apareceu nos momentos decisivos, com um roubo de bola e dois 'triplos', após a última aproximação dos nórdicos (84-82), enquanto Willy foi o 'Jogador Mais Valioso' (MVP), ao somar 27 pontos, com 10 em 13 nos 'tiros' de campo (77%) e sete em oito nos lances livres (88%).
Por seu lado, Juancho adicionou 15 pontos, num conjunto em que merece ainda destaque o 'duplo duplo' do naturalizado Lorenzo Brown (10 pontos e 11 assistências) e os 14 pontos de Dario Brizuela.
Em termos coletivos, a Espanha melhorou imenso na segunda parte nos 'triplos', ao somar nove, em 17 tentativas, depois de só ter acertado três na primeira metade, em 16. Os finlandeses marcaram sete (em 13) até ao intervalo e, depois, só dois (em nove).
Na formação nórdica, que fez uma excelente primeira parte, na qual chegou a liderar por 15 pontos em três ocasiões 37-22, 48-33 e 50-35), para fechar nove à maior (42-53), o melhor foi Lauri Markannen, reforço dos Utah Jazz para 2022/23.
Depois dos 43 pontos à Croácia, nos 'oitavos', Markannen não conseguiu estar a esse nível 'estratosférico', mas voltou a fazer uma grande exibição, coroada com 28 pontos, com 10 em 17 nos 'tiros' de campo, 11 ressaltos e três assistências.
Mikael Jantunen, com 18 pontos, Alexander Madsen, com 13, também estiveram em destaque nos nórdicos, que tem com melhor registo em Europeus o 'longínquo' sexto lugar de 1967.
Para já, a Espanha, campeã em 2009, 2011 e 2015, já garantiu o 11.º 'top 4' consecutivo, desde 1999, e vai discutir com a Grécia, de Giannis Antetokounmpo, ou com a anfitriã Alemanha um lugar na final, em busca da 10.ª presença.
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