Neemias Queta volta a apontar aos prémios da NBA: «Apresentei argumentos bastante convincentes»

Poste português participou no White Noise podcast... do seu colega Derrick White

Neemias Queta esteve em destaque ao serviço dos Celtics
Neemias Queta esteve em destaque ao serviço dos Celtics • Foto: AP

Neemias Queta voltou a abordar a possibilidade de vir a ser reconhecido com o prémio de Most Improved Player (jogador que mais evoluiu) desta temporada da NBA. Em declarações no podcast White Noise, 'apresentado' por Derrick White, seu companheiro nos Boston Celtics, o poste português falou de forma descontraída da primeira época como titular na principal liga de basquetebol do Mundo e mostrou bastante ambição. 

"Acho que tem de estar em perspetiva mediante o sucesso pessoal e da minha equipa nesta época, mas não nos podemos esquecer que um prémio é sempre relativo e vai depender de várias opiniões. No final, o que conta é como encaramos isto. Tenho a certeza de que apresentei argumentos bastante convincentes, mas a mentalidade tem de ser: há sempre mais a melhorar e se não conseguir este ano, posso conseguir no próximo", atirou o português de 26 anos.

Para além dos jogo jogado e dos números - terminou a época com 10,2 pontos, 8,4 ressaltos, 1,7 assistêcias e 1,3 desarmes de lançamento por jogo -, Quetão terminou a temporada regular com outra evolução bem patente.  

"Tenho-me esforçado bastante na musculação e melhorado ainda mais a minha alimentação, completando lacunas com suplementos. Na minha posição é crucial manter um bom físico, para me conseguir impor sobre os adversários", revelou, completando: "Desde que estou em Boston ganhei entre 9 a 14 quilos."

Viagem às origens e um olhar para o futuro

'Do Vale da Amoreira para o Mundo' é uma expressão já muitas vezes utilizada para definir o improvável sucesso de Neemias Queta, mas nem toda a gente sabe que o gigante de 2,13 metros entrou no basquetebol... "por acaso". "estava a acompanhar a minha irmã à ginástica, estava na bancada e no final do treino dela fui abordado para experimentar o basket... talvez tenha sido a minha altura a chamar à atenção. Tinha mais ou menos 10 anos e lá fui no dia seguinte. Apareci de sandálias, enquanto os outros estavam todos de sapatilhas. Lembro-me de ser muito mais alto do que eles. Cresci tanto em 2 meses que, quando fui visitar a minha família a França, nem me reconheceram", recorda, entre risos.

Quanto ao seu recrutamento para o basquetebol universitário dos EUA, Queta conta como foi parar ao outro lado do planeta. "Estava a jogar pela Seleção Nacional na Estónia contra Israel e ,no final desse jogo, Mike Schmitz [jornalista] estava lá, quis fazer-me uma entrevista e publicou uma foto comigo. Na altura tive vários contactos, de Texas Tech e Novo México, por exemplo, mas achei que a universidade de Utah State [onde esteve 3 anos] era a proposta que fazia mais sentido", sublinha, olhando, por fim, para o futuro do basquetebol em Portugal, reconhecendo o seu importante papel.

"No entanto não sinto o peso da responsabilidade, porque no fim de contas tenho de ser eu mesmo. Muitas pessoas podem pôr essa responsabilidade nos meus ombros, mas eu não jogo basquetebol por esse motivo... Este desporto é o meu refúgio e é aqui que eu me divirto. Já fiz aqui muitas amizades e é dessa forma que eu o vejo."

O podcast termina com Neemias a responder a algumas questões rápidas e revela algumas curiosidades como o seu local preferido para comer em Boston: "Sarma"; a sua melhor compra: "Uma máquina de café"; e o jogador mais provocador da sua equipa: "Jaylen Brown."

B.G.

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