O outro lado de Michael Jordan: batia, fazia chorar e até tirava comida aos companheiros

Jornalista que seguiu os Chicago Bulls nas décadas de 80 e 90 conta mais detalhes sobre relações na equipa

• Foto: Getty Images

O jornalista Sam Smith, que nos anos 80 e 90 seguiu os Chicago Bulls e Michael Jordan pelas várias cidades dos Estados Unidos onde a equipa foi jogar, escreveu um livro chamado 'Jordan Rules' que desmitificava a lenda dos Bulls, revelado traços da sua personalidade extremamente competitiva mas por vezes pouco simpática para com os seus companheiros.

O livro foi publicado em 1992 e causou celeuma. O autor, que foi recentemente entrevistado no 'The HoopsHype Podcast', por Alex Kennedy, conta que Jordan nunca lhe falou do livro. "Não tive problemas com ninguém da equipa por causa disso. E a reação do Jordan foi genial. Já não tínhamos a mesma relação de antes, mas tratou-me sempre de forma profissional. Fazia-lhe perguntas nas conferências de imprensa e ele respondia. Duvido que tivesse lido o livro, mas estava aborrecido pelas coisas que ouviu."

Na obra o jornalista conta que Michael Jordan chegou a bater em Will Purdue, que fez Dennis Hopson chorar e que até tirou a comida a Horace Grant num avião. Disse à assistente de bordo que o companheiro não merecia comer porque não tinha jogado bem.

"Eram coisas que tiradas do contexto podem ser mal interpretadas", diz Sam Smith. "Há situações deste género que são até um pouco divertidas. Mas ele andava aborrecido por estarem sempre a perguntar-lhe pelas apostas. Isso deixava-o frustrado", contou, referindo-se a um período em que se temeu que Michael Jordan tivesse um problema sério com apostas.

Will Perdue, com 2,16 metros, já confirmou abertamente que foi agredido por Jordan. "Ele agrediu-me e não fui o único. Os nossos treinos eram muito competitivos, essa não foi a única luta, foi uma de muitas. No treino a seguir continuámos o nosso caminho, como se nada tivesse acontecido", admitiu o antigo poste à CBS.

Segundo rezam as crónicas, Jordan era tão agressivo com os companheiros de equipa como com os rivais. O canadiano Bill Wennington, que jogou nos Bulls entre 1996 e 1998, conta uma história que define bem a personalidade competitiva da lenda.

"Pediu-me que o defendesse de forma agressiva e às tantas fiz um desarme de lançamento. Tomou aquilo como uma ofensa e passou o treino todo a desafiar-me com insultos e agressões físicas. Estava sozinho num lado do campo, a defender o Luc Longley, e o Mike tentava atacar pelo lado esquerdo. Passou por toda a equipa, chegou até junto de mim, atirou-me a bola por cima e disse 'desarma isto'. Entre outras palavras...", contou.

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