Ricky Rubio: «Quando alguém que amas morre, é como se uma nuvem pairasse sobre ti»

Base dos Phoenix Suns recordou o momento da morte da sua mãe e as dificuldades que atravessou com a perda familiar

• Foto: Twitter

Ricky Rubio, base dos Phoenix Suns, revelou o momento difícil que atravessou após a sua mãe falecer, vítima de cancro, e de como essa perda afetou não só a vida pessoal mas também profissionalmente.

Em carta escrita à 'The Tribune Players', o base da seleção espanhola reconheceu o quão difícil foram as últimas semanas da temporada 2015/16, quando ainda representava os Timberwolves, à medida que a saúde da sua mãe piorava de dia para dia em Espanha. "Faltavam ainda dois meses para terminar a temporada. Fiz o que tinha de fazer [jogar regularmente]. Mas foi muito difícil. A minha cabeça estava muito longe dali. Pensava na minha mãe todos os dias. Depois da minha última partida da temporada com os Wolves, fui para a casa o mais rápido possível", afirmou o jogador.

Mas depois do falecimento da mãe, tudo piorou. Ricky Rubio admitiu que tudo o que lhe vinha à memória eram recordações de alguém que já não estava presente. "A minha mãe morreu umas semanas depois. Quando alguém que amas morre, é como se uma nuvem pairasse sobre ti. E assim foi para mim. Senti-me completamente perdido, sem direção. Todos os anos, quando voltava a Minnesota, começava todos os dias da mesma maneira: a ligar à minha mãe. A primeira temporada depois da morte dela, acordava de propósito só para ligar-lhe. Houve alturas em que quis destruir o telemóvel, mas não consegui sequer apagar o número dela. Cheguei até a enviar-lhe mensagens, ainda hoje o faço. Durante um tempo, senti que estava a começar a ficar louco, como se estivesse a falar comigo mesmo", recordou o base espanhol.

Ricky Rubio revelou que o facto de ter perdido a sua mãe e de ter experienciado tal situação, fê-lo encarar a vida de uma forma totalmente diferente. "Comecei a olhar para o basquetebol de maneira diferente depois disso. Vi a vida com um novo prisma. Às vezes era um alívio sair, dançar e esquecer tudo. Mas isso não funcionava sempre. Senti que estava a pisar a água, mas mesmo assim parecia que me estava a afogar. Não sei como explicá-lo. Não soube recuperar sozinho. Aprendi a fazê-lo quando recebi ajuda, quando fui falar com um terapeuta", frisou.

Hoje, mais de três anos depois da morte da sua mãe, o base dos Phoenix Suns revela que continua a manter a sua memória presente. "Continuo a ser o menino da mamã. Todos os dias faço algo para deixá-la orgulhosa. É isso que ela merece. Somos uma equipa. Vamos ter-nos um ao outro para sempre. Amo-te mãe", finalizou, assim, o seu testemunho à 'The Tribune Players'.

Por Sérgio Magalhães
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