Sede de aprender no NBA Basketball School de Portimão

Grande adesão de jovens dos 6 aos 18 anos

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Dezenas de jovens dos 6 aos 18 anos estão a participar, em Portimão, até este domingo, em mais um Campus do NBA Basketball School, com a iniciativa a chamar a terras algarvias gente de diversas nacionalidades e também adolescentes portugueses que se encontram a residir no estrangeiro.

A lisboeta Inês, de 14 anos, vive atualmente na Irlanda, para onde os pais se mudaram por motivos profissionais. "Pratico basquetebol há quatro anos e meio e como vim passar férias a Portugal e as datas coincidiram com este Campus, aproveitei", referiu a jovem atleta, que tece elogios ao ambiente e à organização: "Tudo excelente! Aprendi imenso logo no primeiro dia, em particular nas ações com a minha mão esquerda, que praticamente não utilizava, e todos os treinadores me têm ajudado bastante, respondendo de pronto às minhas dúvidas, e percebe-se que têm muita experiência e sabem do que falam."

Inês garante que sairá de Portimão "uma jogadora muito diferente, fruto do que aprendi, em particular coisas novas para mim ou que nunca tinha trabalhado como fiz aqui."

André tem 16 anos e joga basquetebol desde 2021. Atualmente representa o Aarau, da Suíça, uma vez que reside naquele país, na companhia dos pais. "A minha avó vive em Portimão e venho aqui de férias muitas vezes, com a coincidência de agora se realizar este Campus da NBA, pelo que aproveitei para participar", explica.

O balanço, diz André, que tem como ídolos Kevin Durante e Ja Morant, é positivo. "Está tudo a correr muito bem. É uma experiência nova para mim e é algo excitante, que me tem estimulado bastante, por via do ambiente e dos ensinamentos recolhidos. Aprendi aqui coisas que nunca tinha trabalhado em três anos de prática da modalidade ou que não conseguia fazer", relata, dando exemplo: "A técnica de salto para afundar tem pequenos truques que me foram explicados e sinto que já sou capaz de o fazer e há coisas que, sendo básicas, por vezes não se corrigem e tornam-se hábito, como apanhar a bola à altura dos joelhos, quando o deveremos fazer à altura do peito, para dar imediato seguimento ao jogo."

Inês Viana, base do Benfica e internacional portuguesa, integra o quadro técnico do Campus  NBA Basketball School de Portimão. "É fantástico ver estes miúdos e estas miúdas cheios de entusiasmo e de vontade de aprender e, para mim, é muito bom também ter oportunidade de lhes poder passar um pouco da minha experiência e partilhar bons momentos com eles, vendo a alegria e os sorrisos de todos", assinalou.

Sobre o evento, "há muitos Campus em Portugal, mas creio que este se diferencia, por ter uma base de ensinamento muito profissional, em que todos percebem que estão aqui para aprender basquetebol, e também para se divertirem, naturalmente, integrados numa estrutura muito atenta aos detalhes, de forma a que o evento possa ser produtivo. E estes miúdos surpreendem-nos, são incríveis por força da atitude que demonstram e do que são capazes de fazer."

Na última época Inês Viana esteve afastada da competição devido a uma rotura do tendão de Aquiles, e, ultrapassada a lesão, a jogadora quer voltar a um plano de destaque. "Vou voltar a jogar e isso é o mais importante para mim. Espero que corra tudo bem não apenas numa perspetiva pessoal, mas também coletiva, pois espero ajudar o Benfica a rubricar uma temporada positiva", frisou a basquetebolista.

Embaixador da NBA Basketball School, Carlos Barroca, exulta com a diversidade de nacionalidades presentes no Campus de Portimão. "Estão cá belgas, ingleses, romenos, franceses, suíços e muitos outros, numa demonstração de que a linguagem do desporto e desta fantástica modalidade é internacional e, independentemente das diferenças linguísticas, tem havido grande facilidade em fazer pontes entre todos, através de uma simples bola laranja, e isso é a essência do desporto: um fenómeno que une, que é sinónimo de festa, de amizade, de partilha e de vontade de aprender", assinalou.

O objetivo deste tipo de Campus "não passa por substituir os clubes ou os treinadores, mas sim por enriquecer a linguagem técnica dos participantes, que, sem pressão competitiva, têm oportunidade de aprender detalhes que lhes são muito úteis", sublinha Carlos Barroca, que espera um crescimento deste tipo de eventos: "Se no próximo ano tivermos 190 miúdos em vez de 90 poderemos falar em sucesso e numa linha de crescimento, pois a melhor coisa que se pode fazer quando trabalhamos com miúdos, é estimular a confiança deles e dos pais, a fim de todos saberem que enquanto estiverem aqui connosco irão divertir-se, aprender e evoluir."

O Campus de Portimão decorre até este domingo. A iniciativa já passou pelo Porto, Braga, Coimbra e Portimão e irá ainda a Leiria.

 

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