Jogos Europeus: Seleção de slalom procura resultados motivadores de olho nos Mundiais

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A seleção portuguesa de slalom, especialidade da canoagem, apresenta-se nos Jogos Europeus Cracóvia'2023 sobretudo para "ganhar ritmo competitivo" para os mundiais de setembro, que vão apurar para os Jogos Olímpicos.

"Dentro das condições que foram possíveis, obviamente espero que deem tudo por tudo. O Campeonato da Europa apenas qualifica o campeão. Vamos ter o Mundial em setembro [em Londres] e será importante, em termos de motivação, ter um bom resultado aqui", assumiu, à Lusa, o selecionador Ivan Silva.

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Portugal vai apresentar-se, a partir de quinta-feira, com três canoístas, nomeadamente Lucas Jacob, em K1 e kayak cross, Frederico Alvarenga, em K1, e o olímpico José Carvalho, em C1.

O objetivo é que todos atinjam pelo menos a meia-final, reservada aos 30 mais fortes.

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"Se lograrem a semifinal, aí têm de fazer uma boa descida, ao nível deles. A partir do momento em que já estiveram nessa fase, podem perfeitamente voltar a estar", diz o antigo praticamente.

O responsável queixa-se de algum desinvestimento na especialidade nos últimos anos, ao ponto dos seus pupilos terem chegado a estes Jogos Europeus com somente duas competições disputadas, ambas a expensas próprias, não integrando uma representação nacional.

"Não houve uma estrutura de apoio, com treinador. Os resultados não foram por aí além. O ideal teria sido em estrutura apoiada pela federação, mas não foi possível devido aos cortes orçamentais da federação e do governo. Assim, os atletas não chegaram cá nas melhores condições, mas espero que na reta final tenham um bom dia e se encontrem confortáveis com o percurso que lhes for apresentado", concluiu.

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José Carvalho, que foi nono em C1 no Rio'2016, assume que o seu objetivo é "atingir a semifinal e voltar a entrar no projeto olímpico", garantindo que ir a Paris'2024 continua ser a sua meta de trabalho.

Apesar de ter já 34 anos, entende que a sua experiência pode ser uma mais-valia, já que "muita frescura física sem saber navegar não adianta de nada".

Deixou ainda o lamento de ver "desinvestimento" no slalom, ilustrando com a sua participação no Rio'2016 e a de Antoine Launay em Tóquio'2020, presenças que entende poderiam ser repetidas com outras condições de trabalho.

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Por Lusa
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