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Os canoístas do K4 500 metros de Portugal consideraram este sábado "ingrato" falhar as medalhas por 20 milésimas de segundo em Montemor-o-Velho e prometeram manter o foco e confiança para as outras finais.
"Demos tudo dentro da água, fizemos a nossa prova, sabíamos bem o que é que tínhamos de fazer. O ano passado fomos campeões da Europa e do Mundo também por muito pouco. Estas provas são assim, demos o nosso melhor, acho que correu super bem, mas houve três barcos que foram mais fortes e não há volta a dar. É ingrato, mas é continuar a trabalhar", reagiu João Ribeiro.
A tripulação portuguesa, que inclui ainda Gustavo Gonçalves, Messias Baptista e Pedro Casinha, terminou o seu desempenho em 1.18,650 minutos, atrás da Hungria (1.18,500), medalha de ouro, da Alemanha e da Espanha (1.18,630) que, empatadas (1.18,630), arrecadaram a prata.
"Claro que queríamos defender o título, trabalhamos para isso todos os dias. Infelizmente não conseguimos, mas estivemos na luta até aos metros finais. Isto é o K4 500 metros, habituados a chegadas bastante ajustadas, todos os barcos quase na mesma milésima. Infelizmente, desta vez a vitória e a medalha não nos sorriram. Tivemos bons indicadores e mostrámos atitude. Os outros também se esforçam e fazem tudo para ganhar e temos que dar-lhes os parabéns", disse Gustavo Gonçalves.
Portugal liderou quase sempre, mas, nos derradeiros momentos, não conseguiu suster a forte reação dos rivais.
"Sabíamos que tínhamos de arriscar, fazer a nossa prova, que é ir na frente. Às vezes, nestes últimos 50 metros ganha-se e perde-se por milésimos...", ilustrou, ainda, João Ribeiro.
Messias Baptista sentiu que "nos últimos 50 metros ficou bem mais duro em regatas decididas ao milésimo", assumindo estar "triste" por não conseguir oferecer a medalha pretendida aos imensos compatriotas que os vieram apoiar.
"Nas Taças do Mundo tivemos dois quartos lugares e hoje foi igual. É ingrato. Agora quero esquecer esta prova e focar-me nas duas finais que ainda tenho", completou o atleta, que é novamente candidato às medalhas em K1 200 metros, atual vice-campeão da Europa, e no K2 500 com João Ribeiro, com quem foi campeão do mundo em 2023, mas nunca atingiu o pódio em Europeus.
Pedro Casinha assumiu que os finais são "sempre duros", contudo destacou os "bons sinais" dados pela tripulação que fez uma "excelente prova", com a prata a ficar a somente 20 milésimos.
Nas duas Taças do Mundo disputadas em este ano, na Hungria e na Alemanha, o quarteto ficou igualmente no quarto lugar.
No Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho Portugal tem até ao momento uma medalha, de bronze, alcançada por Fernando Pimenta em K1 1.000 metros.