Fernando Pimenta procura forma na defesa do ouro europeu

Canoísta português participa em K1 1.000 e 5.000 na competição se realiza no fim de semana

• Foto: Bruno Teixeira Pires

O canoísta Fernando Pimenta vai defender os títulos europeus de K1 1.000 e 5.000, mas assume que, entre sexta-feira e domingo, em Plovdiv (Bulgária), apenas vai começar uma caminhada que deseja concluir com a "ambicionada" medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020.

"Ficar fora do pódio em Plovdiv não será frustrante, pois este é o primeiro ano do ciclo olímpico e temos de construir novamente um percurso até ao topo, os Jogos Olímpicos. Temos o mundial já em agosto e o nível da canoagem está muito alto, mas tudo farei para defender o conseguido em 2016 em Moscovo", garantiu.

Em declarações à agência Lusa, Pimenta assume não estar na melhor forma - "os Mundiais são já daqui a cerca de um mês" - e recorda que "há muitos desportistas de outros países a querer mostrar todo o seu muito valor, o que torna cada pódio uma missão cada vez mais complicada".

Pimenta é candidato às medalhas nos 1.000 e 5.000 metros, mas também vai competir nos 500 metros: a aposta no início do ciclo olímpico é fazer apenas o K1, até porque o K4 passou a ser olímpico nos 500, em vez dos 1.000 metros, o que provocaria incompatibilidades em termos de preparação conveniente.

O canoísta limiano tem a noção de que integra já um "lote restrito de atletas de elite internacional", mas reconhece que aos 26 anos ainda tem "muito que aprender e evoluir, pois é assim que acontece no desporto".

"No último ciclo olímpico conquistei muitas medalhas para Portugal, mas ainda tenho muito que aprender, coisas a melhorar. É esse o objetivo, até a carreira terminar", frisou.

Fernando Pimenta não esconde que é o "pódio" que o move para Tóquio'2020, recordando o azar que teve no Rio'2016, quando algas no seu leme o impediram de lutar pelo sonho, terminando em quinto lugar.

"Sem dúvida que o objetivo é ir ao pódio, principalmente depois de tudo o que se passou no Rio'2016. Muitos atletas e treinadores internacionais me disseram que a sua principal aposta para a medalha era eu, pelo que estava a fazer e a consistência de resultados. Fica essa motivação, apesar da desilusão no Brasil", vincou.

O canoísta com o mais rico historial em Portugal garante que "a ambição é grande para Tóquio'2020", mas refreia as exigências nos resultados parciais, em Europeus, Mundiais e Taças do Mundo, recordando que este é um trabalho em crescendo até aos Jogos do Japão.

Portugal apresenta na Bulgária uma equipa de 11 canoístas, sete masculinos e quatro femininos, aos quais se juntam dois na para-canoagem.

Por Lusa
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