Fernando Pimenta: «Se há algo que queria, era vencer em Portugal»

Assume que esta poderá ter sido a sua última grande prova no nosso país enquanto sénior

Seguir Autor:

A festa de Fernando Pimenta
A festa de Fernando Pimenta • Foto: FPC
Adicione como fonte preferencial no Google

Fernando Pimenta exultou este domingo com a "despedida em beleza" das grandes provas internacionais em Portugal, com a medalha de ouro nos Europeus em K1 5.000 metros.

"Sem dúvida, se há algo que eu queria, era vencer em Portugal, quase em jeito de despedida, aqui, dos palcos internacionais de Montemor-o-Velho. Espero não terminar já a minha carreira, como é óbvio, mas tenho a noção de que provavelmente em provas internacionais deste nível, deste calibre, poderá vir a ser a última enquanto sénior absoluto", assumiu.

Em declarações à Lusa, Pimenta, que com o ouro em K1 5.000 e o bronze em K1 1.000 aumentou para 183 as suas medalhas internacionais, revelou-se "super-feliz e orgulhoso por poder conquistar mais um título em Portugal" perante um "público fantástico, a família, amigos, patrocinadores, família da canoagem e do desporto".

A ultima prova do programa foi das mais duras, com um longo sprint iniciado por Pimenta, que aguentou todos os ataques, ficando o dinamarquês Mads Pedersen a 986 milésimos e o eslovaco Samuel Balaz a 3,734, após a desclassificação do norueguês Jon Vold, que tinha sido segundo, mas que falhou uma boia na rondagem para a ultima volta.

"É a emoção e a beleza da prova dos 5.000 metros, sem portagens. Conseguir vencer nestas condições sabe ainda melhor", reforçou.

Numa altura em que se celebra o mês da saúde mental, o melhor canoísta português de sempre fez questão dedicar o triunfo "a todos os homens que sofrem em solidão". "Com orgulho, com medo de às vezes expor as suas fraquezas e as suas tristezas. Consciencializar que o homem também chora e tem que chorar quando assim tiver que ser. Não tenham medo de procurar ajuda e esta medalha também é dedicada a todos eles", sublinhou.

Agora, Pimenta vai focar-se na Taça do Mundo, em junho, no Canadá, antes de empenhar todas as energias nos mundiais, no fim de agosto, na Polónia.

Quanto ao segredo para, a dois meses de completar 37 anos, se manter há quase duas décadas na elite internacional, destacou a "muita resiliência, muito trabalho, muito sacrifício, querer sempre mais e melhor, e momentos de solidão".

Recordou a "muita pressão" sobre si ao longo de todo este período na alta competição, incluindo em muitos momentos nos quais se sentiu "sozinho".

Portugal terminou os Europeus de canoagem com as medalhas de ouro de Fernando Pimenta em K1 5.000 metros e Norberto Mourão na classe adaptada de VL 200, a prata de Messias Baptista em K1 200 e o bronze de Pimenta em K1 1.000.

1
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo
Ultimas de Canoagem Notícias
Notícias Mais Vistas